terça-feira, 21 de outubro de 2014

HOMENAGEM A PAULO PROENÇA

Conhecido como Ratão, deixou sua marca no surf

Mais um grande personagem da história do surf brasileiro nos deixa de forma trágica no Rio, ao ser atropelado quando andava de bicicleta. Deixo aqui pequenos registros de sua jornada cheia de folclore e ondas surfadas com arrojo.


 ABERTURA DE MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA HARDCORE DE MAIO DE 1994
O TEXTO ERA ASSINADO POR FEDOCA, QUE PRODUZIU A FOTO DE ABERTURA

O perfil Hardcore Faces tomava 6 páginas da edição e trazia uma entrevista com Paulo Proença. Fedoca traz algumas histórias e destaca na introdução do texto que, ao saberem que a matéria ia ser publicada, muitos amigos disseram: “Não deixa ele contar aquela!...”
Antes de começar a surfar com pranchas de madeirite e de fibra, ainda nos anos 60, Proença conta que ele e seu irmão Zeca e também o irmão mais velho de Cauli, usavam pranchas de isopor com uma quilha feita com pedaços de discos de vinil.
Tive a oportunidade de fazer um BOX (fundo amarelo abaixo) com episódios que caracterizavam bem sua personalidade. Isso foi escrito há 20 anos.


UMA DAS PÁGINAS DA HARDCORE DE NÚMERO 57 – MAIO DE 1994
(CLIQUEM E AMPLIEM QUE É POSSÍVEL LER)


Um dos maiores amigos e parceiros de Paulo “Ratão” Proença, foi Otavio “Targão” Pacheco. Em entrevista que fiz com Otavio (no ano passado para meu livro sobre a história do surf brasileiro) ele conta detalhes desta viagem na Kombi do amigo Xuxa, em que eles partiram do Brasil para a Califórnia, mas que ao obterem a fórmula das parafinas WaxMate, no Peru, voltaram para o Brasil e começaram a produção. Uma aventura vivida por “brothers” do surf.


OTAVIO PACHECO COM POSTER DA FOTO FEITA POR FEDOCA NO INÍCIO DOS ANOS 90 E ASSINADO PELOS AMIGOS DE PROENÇA (1954 \ 2014) NA CERIMÔNIA REALIZADA NO ARPOADOR

Paulo Gomes Proença foi protagonista também de 2 capas das 19 edições da revista Brasil Surf. O mais curioso disso foi que elas foram seguidas e ambas em Pipeline. Ratão foi um dos responsáveis para que o apelido BRAZILIAN NUTS fosse criado pelos gringos. Éramos um pequeno grupo que começava a invadir o North Shore e Paulo era um dos personagens mais coloridos e fissurados por surf daquela turma. Chegou até a receber uma bermuda preta da Quiksilver dos originais Black Trunks havaianos, quando foi formado o clube Da Hui.



CAPAS DA DÉCIMA E DA DÉCIMA PRIMEIRA EDIÇÃO DA BRASIL SURF
CAPTADAS NA TEMPORADA HAVAIANA 76\77
AMBAS AS IMAGENS SÃO DO LENDÁRIO FOTÓGRAFO LEROY GRANNIS

Umas das imagens mais icônicas de Paulo Proença foi clicada por Fernando Mendonça Lima, o Fedoca, que além de ser um dos fotógrafos que fez mais imagens da tribo do surf no início dos anos 70 e principalmente daquela geração do Píer de Ipanema, era também um grande surfista. Tenho arquivada uma bela entrevista com Fedoca e em breve estarei colocando trechos dela aqui no BLOG e também no livro. 



ESTA FOTO DE PAULO PROENÇA EM IPANEMA É UM RETRATO ICONOGRÁFICO DO QUE ERA A TRIBO DOS SURFISTAS NO INÍCIO DOS ANOS 70.
FOTO: FEDOCA

Ratão representava o espírito “underground”, amarradão (stoked), dos surfistas que viviam em função das ondas, de bem com a vida. Seu surf lapidado nas ondas do Píer e de Saquarema fez com que ele fosse um dos mais atirados brasileiros no Hawaii. Deixa saudades e lembranças marcantes de suas atitudes e seu surf intrépido.

O livro “A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO”, está programado para ser lançado em 2015 e retratará muitas facetas e personalidades do mundo do surf.

Conheça detalhes, no site: http://www.hsurfbr.com.br/

Um comentário:

  1. Uma bela homenagem,assim estão indo nossos ídolos e inspiração do inicio do surf nordestino,sempre saia de João Pessoa para comprar e revista Brasil Surf,que só era vendida no Aroporto em Recife.Antes acompanhava o surf pela também extinta revista POP.

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