terça-feira, 23 de agosto de 2016

HANG LOOSE PRO CONTEST

O campeonato dos campeonatos

Esta postagem vai trazer um pouco da história do mais emblemático campeonato de surf do Brasil. Ele está no “freezer” nos últimos anos, mas deve voltar a empolgar os admiradores do surf competição em breve.

NO ANO DE 2011 O CAMPEONATO COMEMOROU 25 ANOS

O Hang Loose Pro Contest teve sua última versão em 2012. Foram 29 campeões ao todo, pois nos anos de 1999 e 2000 aconteceram dois eventos, uma na praia de Maresias (SP) e outro no NE.

ALMIR SALAZAR, PRAIA DA JOAQUINA
FOTO: BRUNO ALVES
EM 1986, QUANDO OCORREU A PRIMEIRA EDIÇÃO DO EVENTO, A REVISTA FLUIR PRODUZIU UMA DE SUAS MELHORES EDIÇÕES (Nº 18), COM UMA CAPA FOLDER, ABRANGENTE TEXTO DE COBERTURA DO EVENTO POR ALCEU TOLEDO JUNIOR, COM REPORTAGENS DE CARLOS "LORO" TAVARES (IN MEMORIAN)

O texto que vem a seguir foi escrito em 2002 e 2003, na ocasião em que Alfio Lagnado, fundador da Hang Loose, tinha projetado com os irmãos Lumbra (Ricardo e Rony Fincato) a produção de um livro comemorativo dos 20 ANOS DA HANG LOOSE. Fui convidado para escrever os textos e legendas. Para este projeto cheguei a preparar dois históricos grandes, o primeiro com o início de Alfio no surf, no Guarujá, e a fundação da empresa. O segundo trazia a história do HANG LOOSE PRO CONTEST. Este livro ainda não foi impresso, a história da marca continua sendo escrita e com a permissão de Alfio reproduzo aqui o texto original que fala sobre os campeonatos, no estado em que foi congelado há 13 anos. Inédito para o grande público.

Ao final estarei introduzindo uma série de imagens dos HANG LOOSE PRO CONTESTs, alguns dos pôsteres dos eventos e também a galeria completa dos campeões.

Setembro de 1986. Um swell gigantesco de leste se aproxima da costa brasileira. A multidão se aglomera nas pedras da Joaquina para presenciar ondas enormes e perfeitas, nunca antes vistas. Na água alguns dos melhores surfistas do mundo. Na praia altas gatas desfilavam com biquinis asa delta, recém lançados. O sol brilhava, o circo do surf mundial estava finalmente de volta ao Brasil. A expectativa era enorme. Estava tudo pronto para começar o Hang Loose Pro Contest, evento que fez história.

Era a primeira vez que rolava um campeonato internacional da ASP (Association of Surfing Professionals) no Brasil. No meio da década de 70 foi formada a I.P.S. (International Professional Surfers), organização precursora da ASP e o circuito mundial de surf começou a acontecer com etapas ao redor do globo. Na década de 70 a etapa brasileira era o Waimea 5000, patrocinado por uma surf shop que funcionava em Ipanema, no Rio de Janeiro. Exceto por um único ano de interrupção (79), este evento rolou até 82. O Arpoador recebia um crowd impressionante.
Apesar da importância do evento na época, o Brasil só contou com uma sustentação do mercado de surfwear até 82. Altos e baixos da economia brasileira fizeram com que ninguém se habilitasse a patrocinar um evento internacional de surf em nossas águas. Isso provocou o afastamento da comunidade mundial do surf do Brasil.
Este hiato, sem que houvesse um maior intercâmbio entre os surfistas brasileiros e os melhores do mundo, foi altamente nocivo para o desenvolvimento de nosso surf. Alguns eventos nacionais rolaram em Saquarema, Ubatuba e Floripa, mas a distância do World Tour provocou um grande gap na qualidade de nossos atletas em relação ao primeiro escalão.
Essa história só iria mudar, de forma mágica, quando em setembro de 86 o primeiro Hang Loose Pro Contest foi agendado para a praia da Joaquina. O evento foi um marco histórico e o surf competição brasileiro nunca mais seria o mesmo depois daquele campeonato, que para muitos é considerado um divisor de águas.
Quando o Circuito Mundial voltou para o Brasil, a Hang Loose realizou um campeonato impecável em termos de organização, astral e principalmente de ondas. Dezesseis anos depois da realização do evento, crianças que começaram a surfar, que tem hoje 14, 15 anos, usam como referência um campeonato que eles nem assistiram, mas é tão falado, que é um referencial - o Swell Épico da Joaquina. Podem ter dado mares até melhores do que aquele, mas a referência é: 'Quase que nem o Hang Loose'. O Hang Loose de 1986 é o parâmetro.

Desde o início dos anos 80 o Estado de Santa Catarina começou a desenvolver uma das melhores estruturas para competições de surf no Brasil. Dirigentes como Roberto Perdigão e Flávio Boabaid já haviam organizado os Festivais Olympikus e os OP Pro. A experiência deles aliada ao conhecimento técnico de juízes como Arnaldo Spyer e Renato Hickel, formava uma base sólida em SC. No início de 86 foi realizado o Intercâmbio Brasil X EUA, trazendo para o conhecimento dos brasileiros as técnicas de treinamento adotadas pela entidade amadora norte americana NSSA, com palestras proferidas pelo técnico John Rothrock e por Ian Cairns, um dos fundadores da ASP. Ian sentiu que o Brasil tinha estrutura para voltar ao Circuito Mundial e através de Cláudio Martins de Andrade veio a proposta para voltar a realizar um evento do Circuito Mundial no Brasil. A Hang Loose abraçou a ideia na hora.

Mas todos estes fatores positivos não transformaram a realização do campeonato num 'passeio no parque'. Existiam muitas coisas que sinalizavam para dropar a onda, mas a grandeza e a responsabilidade inerentes a um evento deste porte, fariam muita gente pensar duas vezes. "Na verdade esse evento foi uma irresponsabilidade," lembra Alfio - "fizemos porque éramos jovens, arrojados, foi um loucura para os padrões da época. Quando tudo foi fechado e resolvemos fazer o campeonato, faltavam só três meses. Mas era a época do Plano Cruzado, as vendas estavam boas, estava tudo maravilhoso, a gente vivia numa ilusão louca. Então decidimos acelerar. Se tivesse dado errado teríamos comprometido totalmente o desenvolvimento da empresa e do surf brasileiro."
"No final tudo deu certo, a equipe envolvida na realização do evento era de primeira: Flávio Boabaid, Mauro Levinbook, Renato Hickel, além do apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Florianópolis e lógico, do inesquecível Toló, representando toda raça da Joaca."
Declaração que Mark Occhilupo deu após o evento: "Este é, sem dúvida, um dos melhores campeonatos que a ASP realizou neste ano e que eu tenha participado", representa muito bem a impressão de todos os estrangeiros.
A organização foi impecável e em seu ano de estreia o Hang Loose Pro Contest foi considerado o campeonato mais bem estruturado do ano. Tom Carroll também declarou: "O campeonato está bom e a organização é das melhores que tivemos no circuito deste ano. Altas gatas, sol, música, pessoas bonitas..."

MELHOR QUE UM SONHO

Quem estava lá para ver nunca esquecerá. O mito de que no Brasil não rolavam ondas 'internacionais', foi por água abaixo. Uma ondulação perfeita, coincidiu exatamente com a janela do evento, ofertando ondas épicas, com até 3 metros de face, nos primeiros dias. Virando cada vez mais para leste, encaixando com perfeição na bancada, baixando vagarosamente, até o dia das finais. Sol, terral e tubos. Expressos adrenalizantes. Quando pintavam as séries por detrás do pontão da Joaquina e da Pedra Careca (que ganhou fama internacional), o público que se aglomerava procurando uma melhor visão do espetáculo, entrava em êxtase. Onda após onda, a história foi sendo escrita.
Baterias inesquecíveis foram disputadas como a de Tinguinha contra Robbie Page (ver detalhes no capítulo da História da Hang Loose), ou a brilhante campanha de Sérgio Noronha, que foi o melhor brasileiro na competição, apesar de ainda ser um surfista amador na época, terminando em quinto lugar, desclassificando atletas como Barton Lynch em sua jornada. Isso mostrava o potencial dos surfistas brasileiros, que viria a se concretizar no World Tour nos próximos anos.
Alfio recorda de detalhes: "Fomos também abençoados, não só com ondas. Até um dia antes dos surfistas chegarem estava um vento sul nojento, um frio de rachar, o mar mexido, sem onda. De repente abriu o sol, entrou o swell. Na hora da premiação, acho que cinco minutos... Foi uma obra de Deus. Fizemos a entrega dos prêmios, todo mundo bateu palmas, saiu... Eu fui dar um mergulho no mar para agradecer. Me lembro como se fosse hoje. Saí da água, o vento virou de novo e começou a chover."

O evento foi tão importante para a Hang Loose, que provocou um verdadeiro boom para a marca. No ano de 1987, quando o Plano Cruzado estava naufragando e todas as empresas de surfwear encontravam dificuldades, num mercado corroído por uma inflação de até 80%, a Hang Loose foi capaz de manter seu crescimento e conseguiu dar seguimento a seu compromisso de continuar realizando o Hang Loose Pro Contest como uma de suas prioridades.

Para expressar o impacto deste acontecimento é interessante ouvir um dos surfistas que participou de tudo, Octaviano 'Taiu' Bueno: "Quando Alfio trouxe o World Tour de volta para o Brasil, em 86, Netuno deu de presente aquele mar, que foi um dos melhores mares que já deu na Joaquina. Foi um estrondo, saiu em todas as revistas. Muitas pessoas nem sabiam que dava onda daquele jeito no Brasil. Naquela época, 86, que o surf estava começando a querer explodir, aquilo contribuiu muito, vieram os gringos, Tom Carroll, Occy, Mark Richards, a galera ficou pirada."
Taiu continua: - "Eu pude participar como competidor. Para mim aquilo era tudo. Porque para conseguir viajar já era difícil, então para participar dos campeonatos na Europa, no Hawaii, África do Sul, Austrália... Você sente a dificuldade de viajar para o outro lado do mundo. Ter que estudar a rota, pagar aluguel de carro, sofrer, ficar num hotelzinho fulero às vezes de preço exorbitante, chegar lá e não ter onda, tudo é caro, ainda lidar com falta de patrocínio. Quando você está no Brasil, ter uma oportunidade como essa é muito bom, para todos os brasileiros. Se não fosse a Hang Loose colocar os campeonatos aqui no Brasil, desde aquela época, o Brasil ia ter um buraco."

Mas o próprio campeonato em si foi uma coisa dinâmica, a cada ano era uma história diferente. No ano seguinte choveu, fez frio, o vento sul entrou rasgando, mesmo assim Tom Carroll deu aquele show espetacular, conectando ondas impossíveis, com uma velocidade inconcebível. Mas a perna brasileira só tinha aquela data, no final do inverno, início da primavera. No terceiro ano seguido que deu chuva (89), o evento começou a ficar pesado, não estava valendo o investimento. Foi quando o Guarujá, que era a terra em que Alfio começou a surfar, surgiu como uma opção interessante. "Eu achei que era hora de sair do Sul. Acertamos na mosca. O primeiro Hang Loose no Guarujá foi uma loucura, ondas boas, praia cheia, porque lá nunca havia rolado um evento internacional. Foi um recorde de público. A praia lotada, as pedras do Maluf... não dava para ver uma pedra, tinha gente até em cima das árvores, altas ondinhas e para completar o Fabinho foi lá e ganhou."

As coisas foram acontecendo. Nos outros anos deram altas ondas, no Guarujá, até que surgiu uma nova oportunidade, que era de transferir o campeonato para o Nordeste. Alfio explica; "A idéia era mudar um pouco, voltar aos antigos festivais, envolvendo shows de música. Testamos essa nova fórmula. Fizemos três eventos em Maracaípe e um em Gaibú. Como os campeonatos no Nordeste estavam tendo uma aceitação muito grande pelo público, apesar de não dar muita onda, pois a época do ano que era designada pela ASP, não era a melhor época de swells para o Nordeste, não queríamos tirar o evento de lá. Ao mesmo tempo nós não queríamos abandonar essa história, que era a tradição do Hang Loose Pro Contest, de ter ondas boas."

Foi nessa fase que a Hang Loose optou por realizar dois eventos durante o ano. Uma segunda etapa foi agendada para a praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, onde a possibilidade de encontrar ondas consistentes era bem maior. Mas o campeonato foi mantido em Recife, pois já estava articulado o próximo passo estratégico que Alfio tinha em mente: "Fernado de Noronha é parte de Pernambuco e precisávamos mostrar o quanto o surf atraia o público e a mídia, para poder conseguir o apoio e autorização para ir para Noronha. O apelo turístico foi um dos fatores chave. E quando conseguimos - FECHOU! Atingimos o objetivo, o Hang Loose Pro está em Noronha e não temos a intenção de sair nunca mais."

E Alfio ainda complementa: "O importante do Hang Loose Pro Contest é que sempre lutamos para conseguir fazer o evento nas melhores ondas possíveis, no lugar mais paradisíaco possível. A gente conseguiu isso, e estamos muito felizes porque o Hang Loose está interagindo super bem com a comunidade de Fernando de Noronha, com as pessoas da ilha. É um evento que já é um marco de Noronha. Existe uma sinergia grande entre a Hang Loose e a ilha. As pessoas, pelo que eu sinto, gostam muito, somos super bem recebidos pelos ilhéus e é um evento que a gente tenta não trazer nenhum impacto ambiental. Um evento super light, com estrutura pequena e que respeita totalmente o meio ambiente."

Para se ter uma idéia do rumo que a coisa pode tomar é interessante ouvir novamente a opinião de Taiu: "O que foi legal também nos campeonatos Hang Loose, foi a evolução que eles tiveram. Começou em Florianópolis, depois passou para o Guarujá, quando tinha apoio da prefeitura, essas coisas. Quando ele começou a sentir dificuldade foi para o Nordeste, que lá acho que o governo dava um apoio muito forte. E aí por ter aquela falta de onda ele passou para Noronha. E Noronha é um lugar que tem altas ondas, de nível internacional. Todo mundo respeita, até os gringos querem ir para lá. E esse campeonato internacional, agora sendo lá, por ter umas ondas tão boas, até já foi cogitado em ser WCT. O evento está sempre em evolução, pode virar um WCT, já, já. Eu acho que é esse o caminho."

O fato é que hoje o Hang Loose Pro Contest é o campeonato de surf mais tradicional do Brasil. Nesses 18 anos em que a competição aconteceu, 20 anos de vida da empresa, foram realizados 20 eventos. Hoje este é um dos campeonatos mais tradicionais do Circuito Mundial, perdendo em tradição para pouquíssimos eventos, como o de Bells na Austrália, os eventos havaianos, como o Pipeline Masters e a World Cup, que mudaram várias vezes de patrocinador, da mesma forma que a etapa de Durban, na África do Sul. Os primeiros campeões mundiais, ainda do tempo da IPS, Mark Richards, Rabbit Bartholomew e Shaun Tomson; os ícones dos anos de ouro da ASP, Tom Carroll, Mark Occhilupo, Sunny Garcia, surfistas de ponta de hoje como Andy Irons, Luke Egan, os irmãos Lopes e Hobgood da Flórida, os australianos da nova geração Joel Parkinson, Taj Burrow, Mick Fanning e todos os ídolos brasileiros, como Fábio Gouveia, Cauli Rodrigues, Picuruta Salazar, Teco Padaratz, Tinguinha Lima, Peterson Rosa, Jojó de Olivença, Dadá Figueiredo, Tadeu Pereira, Marcelo Nunes, Paulo Moura, Rodrigo Dornelles, Renan Rocha, Ricardo Tatuí, Carlos Burle, Piu Pereira, Rodrigo Resende, Fred d'Orey, Felipe Dantas, Ricardo Toledo, Victor Ribas, Pedro Müller, David Husadel, Octaviano Bueno, Roberto Valério... Uma lista incontável de talentos, puderam desfilar seu surf nas ondas mais diversas do Brasil, desde os expressos gelados da Joaca, às manobráveis ondas de Pitangueiras, às tépidas ondas de Maracaípe e agora nos implacáveis tubos de Noronha.
FIM DO TEXTO ESCRITO EM 2003

A expectativa de toda comunidade do surf brasileiro é que o HANG LOOSE PRO CONTEST volte em breve, em alguma de nossas praias.

Abaixo (com as respectivas LEGENDAS) selecionei algumas imagens, A Galeria dos Campeões de João Carvalho e também outras informações.
(OBSERVAÇÃO: ESSA POSTAGEM SERÁ “ENRIQUECIDA” EM BREVE)

AS QUATRO PRIMEIRAS VERSÕES DO HANG LOOSE PRO CONTEST OCORRERAM NA PRAIA DA JOAQUINA E FORAM DOMINADAS PELOS AUSTRALIANOS. TOM CARROLL E MARK SAINSBURY EM FOTO DE BETO ISSA DO ACERVO DA HANG LOOSE. ALFIO LAGNADO PREPARA-SE PARA ENTREGAR O TROFÉU AO CAMPEÃO



NECO PADARATZ NA VERSÃO DE 2003 DO HANG LOOSE PRO CONTEST
VIRADA ESPETACULAR NA FINAL CONTRA BOBBY MARTINEZ COM UMA NOTA 10
COBERTURA DA HARDCORE COM TEXTO DE ZÉ ROBERTO ANNIBAL E FOTOS DE DENER VIANEZ E TIAGO NAVAS


GALERIA DOS CAMPEÕES DO PRO CONTEST:
2.012 – Miguel Pupo (SP) - VICE Jean da Silva (SC)
2.011 - Alejo Muniz (SC) - VICE Dion Atkinson (AUS)
2.010 - C. J. Hobgood (EUA) - VICE Raoni Monteiro (RJ)
2.009 - Bruno Santos (RJ) - VICE Raoni Monteiro (RJ)
2.008 - Raoni Monteiro (RJ) - VICE Gabe Kling (EUA)
2.007 - Aritz Aranburu (ESP) - VICE Leandro Bastos (RJ)
2.006 - Jean da Silva (SC) - VICE Gabe Kling (EUA)
2.005 - Bobby Martinez (EUA) - VICE Dunga Neto (CE)
2.004 - Warwick Wright (AFR) - VICE Marcelo Nunes (RN)
2.003 - Neco Padaratz (SC) - VICE Bobby Martinez (EUA)
2.002 - Victor Ribas (RJ) - VICE Guga Arruda (SC)
2.001 - Fábio Silva (CE) - VICE Wilson Nora (BA) final ABRAS
2.000 - Guilherme Herdy (RJ) - VICE Renatinho Wanderley (SP)
TODOS ESTES CAMPEONATOS (COM EXCEÇÃO DO DE 2001) OCORRERAM NA CACIMBA


NA VIRADA DO SÉCULO O HANG LOOSE PRO CONTEST TEVE DUAS VERSÕES NO MESMO ANO, UMA NO NORDESTE E OUTRA NA PRAIA DE MARESIAS EM SÃO PAULO. SPIRRO EM FOTOS DE TONY FLEURY NA COBERTURA DE PAULINHO COSTA PARA A FLUIR Nº 182

2.000 - Crhistiano Spirro (BA) - VICE Victor Ribas (RJ), Maresias (SP)
1.999 - Peterson Rosa (PR) - VICE Jojó de Olivença (BA), Maresias (SP)


QUATRO EVENTOS FORAM REALIZADOS AO SUL DE RECIFE, TRÊS DELES FORAM VENCIDOS POR SURFISTAS NORDESTINOS. COBERTURA DA REVISTA INSIDE NOW Nº 111 DE 1998, DESTAQUE PARA ARMANDO DALTRO
FOTOS DE FLAVIO VIDIGAL, FRANCISCO CHAGAS E CÉSAR AIELLO

1.999 - Richard Lovett (AUS) - VICE Toby Martin (AUS), MARACAÍPE (PE)
1.998 - Armando Daltro (BA) - VICE Brian Hewitson (EUA), GAIBÚ (PE)
1.997 - Marcelo Nunes (RN) - VICE Guilherme Herdy (RJ), MARACAÍPE (PE)
1.996 - Fábio Silva (CE) - VICE Armando Daltro (BA), MARACAÍPE (PE)

NO INÍCIO DOS ANOS 90 PETERSON ROSA CHEGOU A TRÊS DAS FINAIS DO
HANG LOOSE PRO CONTEST, QUANDO FOI REALIZADO NA PRAIA DE PITANGUEIRAS NO GUARUJÁ, VENCEU O ÚLTIMO EVENTO QUE ACONTECEU NO CANTO DO MALUF. LEVOU TAMBÉM UMA DAS ETAPAS REALIZADAS EM MARESIAS
AQUI “THE ROSE” NO HANG LOOSE PRO CONTEST DE 2002 EM FERNANDO DE NORONHA, ARREBATA A CAPA DAS DUAS GRANDES
FOTOS DE JAMES THISTED (HARDCORE) E TONY FLEURY


1.995 - Peterson Rosa (PR) -VICE Vetea David (TAH), PITANGUEIRAS (SP)
1.994 - Matt Hoy (AUS) - VICE Binho Nunes (SP), PITANGUEIRAS (SP)
1.993 - Joey Jenkins (EUA) - VICE Peterson Rosa (PR), PITANGUEIRAS (SP)
1.992 - Nicky Wood (AUS) - VICE Peterson Rosa (PR), PITANGUEIRAS (SP)
1.991 - Nicky Wood (AUS) - VICE Richard Marsh (AUS), PITANGUEIRAS (SP)
1.990 - Fábio Gouveia (PB) - VICE Matt Hoy (AUS), PITANGUEIRAS (SP)

FABIO GOUVEIA, APÓS 13 ANOS DA VITÓRIA DE DANIEL FRIEDMANN NO WAIMEA 5000, COLOCOU O BRASIL NO TOPO DO PÓDIO EM UMA ETAPA DO WCT NO GUARUJÁ. COBERTURA DE CARLOS LORCH PARA A VERSÃO BRASILEIRA DA REVISTA SURFER. FOTO DE TED GRAMBEAU


1.989 - Glen Winton (AUS) -  VICE Dave Macaulay (AUS), JOAQUINA (SC)
1.988 - Tom Carroll (AUS) - VICE  Marty Thomas (HAW), JOAQUINA (SC)
1.987 - Tom Carroll (AUS) - VICE Mark Sainsbury (AUS), JOAQUINA (SC)
1.986 - Dave Macaulay (AUS) - VICE Mark Occhilupo (AUS)
, JOAQUINA (SC)
  
TOM CARROLL EM SEQUÊNCIA CAPTURADA POR BRUNO ALVES, JOAQUINA
REPRODUÇÃO DE PÁGINA DA FLUIR Nº 18

Aguardem mais imagens e informações destes gloriosos eventos aqui neste blog. Solicitei a Tom Toledo, do departamento de Marketing da Hang Loose, que selecione todos os pôsteres dos 29 eventos. Em breve estas imagens estarão disponíveis.

O  PRIMEIRO POSTER
MOMENTOS DO EVENTO DE 1986

2 comentários:

  1. Oi Reinaldo , parabéns pelo blog e sua exitosa carreira. Vi que você tem revistas de surf antigas. Por acaso não teria algum exemplar da Revista realce, que saiu de 79 a 82 por ai, depois virou programa de tv com o bocão . Tenho muito interesse nessa revista. Meu email caso queira entrar em contato , agradeço desde ja barbierovictor@gmail.com

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    1. Victor, infelizmente esta é uma das publicações que não tenho nenhum exemplar em minha coleção. Se um dia encontrar alguma com certeza guardarei com carinho. São exemplares raros.

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