quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

BAHIA – DE TODOS OS SANTOS

De Big Riders e Surfistas do WCT

O Estado da Bahia tem o mais vasto litoral entre todos os Estados Brasileiros, uma beleza única que mistura o cenário dos coqueirais nordestinos, com as belas praias cercadas de morros do sudeste, como em Itacaré.
E... Ondas, que podem ficar muito boas.
E surfistas de primeira linha.


TARDE EM ITAPUÃ – 11 DE JANEIRO DE 2015.
FOTO DRAGÃO, PEGUEI ESSA COM MEU CELULAR

Em janeiro de 2015 passei alguns dias em Salvador e tive a oportunidade de conversar com quatro importantes surfistas locais. Para construir os capítulos do livro “A Grande História do Surf Brasileiro”, que irão abordar a importância deste Estado e seus surfistas.
Ainda terei de buscar mais entrevistas e depoimentos, mas aqui vai uma amostra com informações interessantes que coletei até agora.


BERNARDO MUSSI, O BONGA, SURFANDO AO LADO DO FAROL DA BARRA
RETIRADA DE SEU BLOG: BBMUSSI.WORDPRESS.COM FOTO: ZÉ AUGUSTO

A orla da maravilhosa cidade de Salvador desvenda boas ondas desde a borda da Baía de Todos os Santos, delimitada pelo Farol da Barra até a praia de Stella Maris, já quase no município vizinho de Lauro de Freitas. São mais de vinte quilômetros com praias e reef breaks que têm seus dias épicos.
O litoral baiano se estende por 1.100 quilômetros e tem praias famosas não só na região de Salvador, como também ao norte, até a praia do Forte e além... Ao sul em regiões como Ilhéus, Olivença e Itacaré. Com certeza essa extensa faixa litorânea guarda picos que ainda não foram surfados em sua condição mais clássica. Muitas ondas perfeitas têm difícil acesso e quebram sozinhas no litoral da Bahia.
Hoje em dia o surf baiano ganha maior notoriedade no cenário nacional em virtude de seus big riders, notadamente Danilo Couto, que venceu em 2011 o prêmio internacional Billabong XXL, ao surfar a onda da temporada. Os baianos sempre geraram talentos com intimidade para lidar com ondas grandes e fundos de pedra. Foram os principais responsáveis pelo ataque às ondas de Jaws na remada. Os MAD DOGS, Danilo, Yuri Soledade, Marcio Freire... têm sua linhagem que vem de pioneiros atirados como Tourão, Cly Loylie, Lapo Coutinho, Maurício Abubakir... Passando por André Rei, o salva-vidas Alfredo Vilas-Boas, entre outros, culminado com o jovem destemido Lapinho, filho de Lapo (Elsior Coutinho Neto).


MAD DOGS – IMAGEM RETIRADA DO FACEBOOK NO GRUPO “HISTÓRIAS DO SURF DA BAHIA!”



ANDRÉ REI, WAIMEA BAY, CAPA DA REVISTA HARDCORE EM MARÇO DE 1996.
FOTO DO SUL AFRICANO CHRIS VAN LENNEP

Três surfistas da Bahia ascenderam ao primeiro escalão competitivo do Circuito Mundial de Surf: Jojó de Olivença, Armando Daltro e Crhistiano Spirro. Jocélio de Jesus, hoje morando no Guarujá, pode ser considerado o mais notório surfista baiano, bicampeão brasileiro da Abrasp (1988 e 1992), Top 16 da ASP em 1994 e 1996. Ao atrelar a cidade de Olivença ao seu nome, praticamente a colocou no mapa do surf internacional.


JOJÓ DE OLIVENÇA, PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO NORDESTINO, EM UMA ÉPOCA EM QUE OS FABRICANTES DE PRANCHAS AINDA TINHAM SEUS LOGOS EM MAIOR DESTAQUE QUE AS CONFECÇÕES DE SURFWEAR. FOTO: ALBERTO SODRÉ – FLUIR \ DEZ \ 1988


ARMANDO DALTRO ENTROU PARA O WCT EM 1997, DESCEU AO FINAL DE 2001, VOLTOU EM 2003. A EVOLUÇÃO DE SEU SURF FOI ESTUPENDA NOS ANOS QUE PASSOU EM MEIO À ELITE. CAPA DA REVISTA INSIDENOW NO FINAL DOS ANOS 90. FOTO: PETE FRIEDEN - TEAHUPOO

Em minha viagem à Bahia no início deste ano tive a oportunidade de visitar Crhistiano Fráguas de Souza em seu apartamento no bairro da Pituba, em Salvador.

SPIRRO E ALGUNS DE SEUS TROFÉUS. FOTO DRAGÃO

Hoje, aos 42 anos, ele pega ondas quando o mar está bom e trabalha no ramo de saúde, com pós graduação em fisioterapia. Abaixo seguem alguns trechos de sua entrevista:
“Nasci em Salvador em 28 de dezembro de 1972, comecei a surfar na praia de Jaguaribe, com 8 anos. Em 1980 eu morava na Cidade Baixa. Fui muito influenciado por meu irmão Roque, dez anos mais velho que eu, ele já pegava onda e foi o meu maior incentivador. Logo depois nos mudamos para o bairro da Boca do Rio, na orla. Fiquei local da praia da Armação, foi lá que aprendi a pegar onda. Eu casei muito cedo, conheci Alessandra com 16 anos, com 19 estava casado e com 20 já tinha um filho.
Quando comecei a levar o surf mais a sério os surfistas baianos que me chamavam a atenção eram Ricardo BC, Olimpinho e Marcos Nariga. Peguei uma época muito boa de campeonatos aqui na Bahia. Venci a categoria junior de um dos eventos da Fico aqui em Salvador, ainda nos anos 80. Fui campeão baiano junior, bicampeão baiano open, quatro vezes campeão baiano profissional.
Fiquei morando em Salvador, mas sabia que para evoluir no surf eu precisava competir em outros estados, deixar que as pessoas conhecessem o meu surf. Fui vice-campeão brasileiro em 1998, no ano em que Fabio Gouveia venceu a Abrasp. Corri o WQS durante oito anos. A primeira etapa internacional que venci foi o campeonato da Maresia, em Fortaleza, no ano de 1998. Em 2000 venci o Hang Loose Pro Contest, na praia de Maresias (SP).
Entrei para o WCT ao final de 1998, mas corri apenas 1999. Na última etapa do WQS daquele ano houve uma fatalidade e me contundi na bateria semifinal. O quiroprático que estava de plantão no evento deu uma acertada e voltei para disputar a final. Mas tomei um outro caldo forte ao morrer dentro de um tubo e a moral da história é que passei a temporada na elite tendo de lidar com uma hérnia de disco. Mas este resultado em Sunset, uma final no Hawaii, é o que considero o mais importante de minha carreira.”


PAGINA DUPLA DA REVISTA INSIDENOW COM SEQUÊNCIA DE SPIRRO EM SUNSET BEACH, NO ANO DE 1998, QUANDO FEZ A FINAL DA RIP CURL WORLD CUP AO LADO DE SHANE DORIAN (CAMPEÃO), KELLY SLATER E MUNGA BARRY. FICOU EM QUARTO


ANÚNCIO DE 1997, QUANDO ERA PATROCINADO PELA QUIKSILVER
FOTO: PTOLOMEU CERQUEIRA



SPIRRO NA CAPA DA FLUIR DE JUNHO DE 1999
DISPUTANDO A ETAPA DE TEAHUPOO DO WCT
FOTO: TONY FLEURY

A entrevista com Spirro tem mais de uma hora e outros trechos poderão fazer parte do livro e deste blog no futuro. Ele atuou como profissional vários anos e surfando pela marca Maresia, ainda chegou a trabalhar por um bom tempo no marketing da empresa, cuidando da equipe de atletas, eventos e fazendo workshops em lojas.


Antes de passar na casa de Crhistiano visitei a fábrica do lendário surfista e shaper Maurício Abubakir.


MAURÍCIO ABUBAKIR EM SUA FÁBRICA PRÓXIMA AO PARQUE PITUAÇU

Maurício viveu todas as vertentes do surf na Bahia, como pioneiro descobrindo praias novas, como atleta, big rider, como shaper e organizando eventos. Aqui abaixo breves trechos de uma longa entrevista.

“Meu nome completo é José Maurício Fernandez Abubakir, minha descendência mistura árabe com espanhol, nasci em 30 de agosto de 1959. Eu morava na praia da Pituba e na época havia uma enorme fazenda de Juventino Silva, era como se fosse um bairro de veraneio, com poucas casas. Eu estava próximo da praia e comecei a ver o Alex Cunha Guedes, que trouxe uma prancha importada, o Tourão. Eles foram a minha referência. Era 1968, eu tinha nove anos. Havia começado a surfar deitado nas pranchas de isopor e aqui surgiram aquelas pranchas da Procópio, de madeirite, fininhas. Adquiri uma prancha destas para surfar.
Em 1970 começaram a aparecer umas pranchas pesadas de madeira e revestidas de fibra, com quilhas quadradonas. Eram pranchões enormes, eu pedia emprestado aos amigos e tinha maior facilidade de pegar ondas com elas. Depois foram chegando as São Conrado, do Rio e Glaspac, de São Paulo. Surgiram os primeiros fabricantes aqui da Bahia, a Haty Surfboards. A fábrica deles havia se instalado em Amaralina. Eu soube, fui lá e encomendei uma prancha, uma 8’10” long model, mas com o bico já um pouco pontudo (era o início da revolução). Fui várias vezes lá, mas eles não deixavam eu entrar. Não deixavam ninguém ver. Não passávamos da varanda. Mas aquilo me encantou.
Em 1973 e 74 começaram a surgir outras fábricas de prancha na Bahia, no mesmo momento a Arco-Íris, que eu estava envolvido e a Musa. Logo junto a Hydra e a FA (Flávio e Alberto). A coisa era muito artesanal e era um “achado” conseguirmos dar o glass certo nas pranchas. Era alquimia. Tinha informação de um que tinha feito daquela maneira... Depois chegaram uns formulários do Rio que explicavam como fazer o glass, mas também não dava certo."

Hoje já fazem 40 anos que Maurício Abubakir trabalha com pranchas, primeiro as Arco-Íris, depois as Quebra-Coco e agora as Abubakir – High Performance Paddle Boards.




MAURÍCIO ABUBAKIR COM SUA PRANCHA DE REMADA


RECORTES DE JORNAL DO ACERVO DE MAURÍCIO ABUBAKIR



MAURÍCIO E DRAGÃO REFLETIDOS NO VIDRO - A ONDA É EM PUERTO ESCONDIDO
ABUBAKIR "MATA NO PEITO" AS MÓRRAS DO MÉXICO

Um dos mais lendários e pioneiros surfistas de Salvador que tive oportunidade de conversar nesta viagem foi Carlos Augusto Moraes. Carlão como é conhecido havia acabado de preparar, para a revista Mahalo, uma matéria especial sobre a história do surf baiano. Um texto recheado de nomes e informações que serão preciosa ferramenta de bibliografia para meu livro.


CARLÃO MORAES – REPRODUÇÃO DA REVISTA MAHALO NÚMERO #9

O tio de Carlão, Gabriel Augusto de Moraes, foi o fundador da fábrica de pranchas Haty, a primeira grande fábrica da Bahia, ainda nos anos 60 e que depois se mudou para o Rio de Janeiro. Gabriel sócio número 1 e fundador da Associação Baiana de Surf tinha dois filhos, Jorge e Almir, primos de Carlão. No Rio de Janeiro, já nos anos 70, Jorge acabou falecendo em um trágico acidente, em um incêndio em que acabou ficando preso na sala de shape da fábrica, que já levava o nome de JL Surfboards.
Amplie a imagem abaixo que é possível ler parte do texto feito por Carlos Moraes para esta matéria publicada em 2015.



REPRODUÇÃO DE PÁGINA DA REVISTA MAHALO, EDITADA POR YORDAN BOSCO PARA A MAIOR CONFECÇÃO DA BAHIA, A MAHALO, DO GRUPO EMPRESARIAL QUE NASCEU COM AS LOJAS WAVE BEACH E AINDA CONTA COM A MARCA EDYE



CARLÃO EM FOTO RECENTE RETIRADA DE SEU FACEBOOK


A imprensa baiana do surf também tem uma história de superação desde os veículos pioneiros como as revistas Swell e Ação, ainda nos anos 80, passando pelo jornal Qual o Lance, de Márcia Brandão. Também foi importante o jornal Banzai, nascido no seio da UFBA em um esforço dos alunos surfistas do curso de comunicação, culminando com a revista Expresso, comandada por Wilson Ribeiro (WR) e Rilson Campos. Nos anos 2000 o destaque era o Taking Surf.
A imprensa baiana do surf hoje atua com mais atividade com Yordan Bosco, que produz a Mahalo Press; Miguel Brusell Osório, hoje a frente do site Esporte na Rede; e principalmente Ader Oliveira que é um dos responsáveis pelo conteúdo editorial do site Waves.

CAPA DA REVISTA EXPRESSO DE JUN/JUL 98, COM JOJÓ DE OLIVENÇA VOANDO EM FOTO DO CEARENSE FRANCISCO CHAGAS


TAKING SURF CHEGOU A VENCER O PREMIO DE MELHOR COBERTURA DA ABRASP NO CIRCUITO SUPER SURF EM 2006. RUDÁ CARVALHO SURFANDO NO BARRAVENTO
FOTO: EDUARDO MOODY


ABERTURA DA PRIMEIRA MATÉRIA SOBRE A BAHIA, FEITA PARA A BRASIL SURF EM 1975 E PUBLICADA NA EDIÇÃO N. 5 – JAN/FEV 76


CAPA DA REVISTA MAHALO N. 1 COM YURI SOLEDADE EM FOTO DE FRED POMPERMAYER

Outro importante surfista baiano que tive a oportunidade de conversar foi Guiga Matos, hoje ele trabalha com publicidade, mas participou de importantes momentos da estruturação do surf na Bahia e também como atleta. Conheça um pouco de sua história.



GUIGA MATOS, LEGEND DO SURF BAIANO. A FOTO ABAIXO (ELE ME MOSTROU EM SEU CELULAR) É DO FINAL DE 1986, QUANDO AÉREOS ERAM UMA NOVIDADE. FOTO DE JEFFERSON GOES NA PRAIA DO SEPER

  
“Me chamo Antônio Guilherme Malaquias Matos, nasci em Salvador no dia 31 de janeiro de 1963, comecei a surfar no início dos anos 70 com pranchas Planonda de isopor. Eu surfava em pé, colocava quilhas nas pranchas. Cobria as pranchas com tecido, ou pintava com esmalte acrílico para não raspar o peito. Nossa parafina era vela mesmo. Aqui na Bahia tinha muita macumba, então era fácil encontrar na praia.
Minha primeira prancha de fibra foi uma Haty. Eu cresci na Pituba e lá já tinha alguns surfistas bons, com destaque para os irmãos Abubakir (Maurício e Ricardo). Tinha o Isnard, que depois fez uma das primeiras revistas da Bahia, a Ação. A primeira revista da Bahia foi a Swell e cheguei a escrever para esta revista.
Os primeiros campeonatos de surf na Bahia aconteceram nos anos 70, foram três eventos importantes aqui em Salvador, vencidos por Popó Avena, Hilton Issa e Maurício Abubakir. Houve um impulso com a formação da Federação Baiana de Surf, uma das primeiras do Brasil. No início dos anos 80 houve um hiato, sem eventos. Deu uma parada grande. Nessa época eu organizei com alguns amigos a OSPS (Organização dos Surfistas Profissionais de Salvador). Com o nosso próprio dinheiro chegamos a montar um circuito. Em 1987 começou a ser realizado o evento da Radical Wave, um estadual de maior porte.
Eu era da mesma faixa de idade que Hilton Issa, depois já na fase da Abrasp surgiram outros bons surfistas aqui da Bahia: Ricardo BC, Fábio Resende, Olimpinho de Amaralina, os irmãos Argolo (de Ilhéus), Jojó de Olivença. Essa turma que começou a correr os campeonatos nacionais. Eu lembro de ir disputar o primeiro Sundek Classic, em Itamambuca, em 1986. Foi antes da fundação da Abrasp.
Para mim o que ficou marcado foi a realização do I Fico Surf Festival, em 1987, no circuito inaugural da Abrasp. Considero o surf baiano e nordestino marcado por: “Antes e depois do Fico Surf Festival”, veio o pessoal do sul e percebeu que aqui também havia boas ondas. Tenho medalha, camisetas deste evento guardadas. Foi um marco. Se fizermos uma analogia – “O surf baiano está para o Brasil, como o surf brasileiro está para o mundo”. Depois do Fico isso começou a mudar e logo em seguida veio o título de Jojó na Abrasp."


ABERTURA DA REVISTA FLUIR NA MATÉRIA DE 16 PÁGINAS SOBRE O PRIMEIRO FICO SURF FESTIVAL, EM 1987

Lapo Coutinho e Cly Loylie estão preparando um documentário sobre a história do surf baiano. São personalidades importantes do surf baiano que ainda não foram entrevistados para este projeto. Da mesma forma que Jojó, Mandinho, Adalvo Argolo, Danilo Couto e outros importantes surfistas da Bahia.


PERFIL DE LAPO RETIRADO DO PORTAL SURFCAM

Para se aprofundar com outras informações interessantes sobre a formação do surf baiano veja uma postagem deste blog publicada no ano passado. Cliquem na entrevista do YOUTUBE e vejam o depoimento de outro pioneiro, Fredão Tambon.

Para conhecer o projeto do livro “A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO” clic no link abaixo:




quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

ACONTECEU – Gabriel Medina!!!

Brasil campeão Mundial do WCT da ASP



O ano de 2014 é coroado com o mais importante título da história do surf brasileiro. Participando do Circuito Mundial de Surf Profissional desde sua criação em 1976, com precursores de nosso profissionalismo como Daniel Friedmann e Pepê Lopes, finalmente o surfista de Maresias, Gabriel Medina, consagra-se como o trigésimo nono campeão da história (IPS \ ASP). Agora vamos a era WSL – Liga Mundial de Surf – sob o efeito avassalador da BRAZILIAN STORM.
A porteira foi aberta...



HOMENAGEM DO SITE GLOBO ESPORTE A GABRIEL MEDINA

A ficha demorou a cair, mas vai caindo aos poucos e devemos nos abastecer desta energia para buscar novos sonhos. Com certeza não vamos parar por aqui e outras taças virão...


MEDINA E SEU “HARDWARE” FOTO RETIRADA DO INSTAGRAM

MUITO MAIS FORTES SÃO AS EMOÇÕES DO SURF EM SI E AS PERFORMANCES DENTRO DA ÁGUA.
NÃO ESTAVA NADA FÁCIL AJUSTAR A PRANCHA ÀS SEÇÕES DE PIPELINE NESTE DIA DECISIVO.
ACELERA MEDINA!!!
JOGO DE CORPO PARA MANOBRAR NOS TUBOS INSPIRADO NAS MONOQUILHAS DE SHAUN TOMSON EM 1974,
APLICADO EM FOGUETES MODELO 2014

O título mundial pode abafar um pouco do resto de sua performance, finalizando com a primeira participação de um brasileiro em uma final do Pipe Masters, em uma bateria Homem x Homem. E também a naturalidade com que Gabriel foi chegando até lá, cercado e ao mesmo tempo indiferente a toda a pressão e emoção acopladas a esta jornada.


GABRIEL MEDINA CERCADO PELA TORCIDA BRASILEIRA EM PIPELINE, CALOR HUMANO QUE PROVACO ARREPIO.
QUE O HAVAÍ SEJA AQUI, OU... ALI, ESTAVA O BRASIL 
FOTO EXTRAÍDA DO SITE DO CANAL WOOHOO

Uma das passagens mais “fora da norma” deste dia especial foi a atitude espontânea, doida e iluminada de sair da água depois de abraçar seu amigo e rival, Filipe Toledo, a pessoa que estava mais próxima dele quando o título foi deflagrado pela vitória de Alejo Muniz sobre Mick Fanning, na bateria que se encerrava.
Gabriel remou para a praia, foi carregado pelo público, deu entrevistas até que o repórter da ASP falou: “Você tem uma bateria a surfar, que já está rolando fazem 15 minutos”, Gabriel voltou ao mar com a maior naturalidade, surfou os 10 minutos finais e venceu Filipinho, que talvez estivesse atordoado com toda a situação. ESTRELA de um futuro Pipe Master, que já mostra intimidade com o pico.
Medina deve vencer um (ou mais) Billabong Pipeline Masters no futuro. Para colocar um pouco de pimenta nesta rivalidade que se aquece entre Julian Wilson e Gabriel Medina, acho que a maior dúvida de julgamento pode pairar entre a diferença das ondas iniciais o 9,93 de Wilson e o 10 de Medina. A diferença de 0,07 pontos deveria ser maior e Julian poderia estar em uma situação mais complicada ao final da bateria. De qualquer maneira... O resultado (a decisão final do corpo de jurados) foi de certa forma sensato e talvez até oportuno e coerente. Talvez fosse DEMAIS Gabriel ter tanto em um só dia, tão jovem?
O maior prejudicado pode ter sido Dusty Payne que perdeu a Tríplice Coroa para Julian Wilson. Payne volta à elite e não deve fazer figuração desta vez. Bem como Kolohe Andino, John John, Filipinho, Jordy Smith, Adriano e Ítalo Ferreira (entre outros), jovens rookies e veteranos, que podem ser adversários ferrenhos de Medina na Liga. Julian, que além de ter levado aquela final (ainda + polêmica) em Portugal (2012) e ter colocado Medina para escanteio no evento O'Neill SP Prime de Maresias, no mês passado, mas perdeu para Gabriel no Quiksilver Pro da França em 2011, com certeza será um dos ossos duros de roer.
Gabriel Medina terá uma constelação de novos e outros tarimbados talentos para desafiá-lo, porém agora ele É O CARA A SER BATIDO.


HOMENAGEM RETIRADA DO FACEBOOK DO CANDIDATO AÉCIO NEVES


HOMENAGEM BACANA TAMBÉM FOI FEITA PELO PUBLICITÁRIO MARCELLO SERPA QUE CRIOU UM LOGO GM (QUE JÁ FOI APLICADO EM ALGUMAS DE SUAS PRANCHAS EM 2012) COM UMA MONTAGEM LEVANDO AS CORES DA BANDEIRA NACIONAL.
IMAGEM RETIRADA DO SITE WAVES

O momento é de saborear este troféu, mas sabendo que a conquista vem no rastro de outras belas façanhas de surfistas brasileiros.


GABRIEL MEDINA E O TROFÉU MÁXIMO E ÚLTIMO DA ASP
FOTO RETIRADA DO FACEBOOK DA OAKLEY

Agora virá a era da World Surf League, os brasileiros estão prontos para tomar de assalto os eventos da maior organização do surf mundial. Mas é importante lembrarmos de outros grandes momentos vitoriosos que estarão destacados no livro “A Grande História do Surf Brasileiro”, programado para ser lançado no ano que vem.


CARLOS BURLE, CAMPEÃO DO PRIMEIRO BWWT (CIRCUITO MUNDIAL DE ONDAS GRANDES) NA TEMPORADA 2009\2010.
FOTO SCOTT EGGERS



O TÍTULO MUNDIAL AMADOR DE FABIO GOUVEIA EM PORTO RICO NO ANO DE 1988 FOI O DISPARO QUE ACENDEU A CHAMA QUE: "PODÍAMOS"
REPRODUÇÃO DE PÁGINA DUPLA DO LIVRO DE ALEX GUTENBERG
A HISTÓRIA DO SURF NO BRASIL - 50 ANOS DE AVENTURA
UMA PRODUÇÃO DA EDITORA AZUL \ REVISTA FLUIR LANÇADO EM 1989


Foram 12 anos de 1988, até conseguirmos o título mundial por equipes da ISA (International Surfing Association), que gere o surf mundial amador.
Do lançamento deste livro em 1989, que teve o gancho da vitória de Fabinho, até 2014 passam-se mais 25 anos, para esta grande glória de Gabriel Medina. Um momento bastante oportuno para lançar meu livro.



EM 2000, NA PRAIA DE MARACAÍPE (PE), O BRASIL SAGROU-SE CAMPEÃO DA ISA COM VITÓRIAS DE FABIO SILVA – CAPA DA FLUIR (OPEN), TITA TAVARES (FEMININO), MARCELO FREITAS (LONGBOARD), SÉRGIO PEIXE (KNEEBOARD), GUILHERME TÂMEGA (BB MASCULINO) E KARLA COSTA (BODYBOARD FEMININO). UM FAMOSO “CLEAN SWEEP” – VARREU GERAL

NESTE ANO DE 2000 SÓ PERDEMOS A CATEGORIA JUNIOR PARA O HAVAIANO JOEL CENTEIO NESTES SURF GAMES DA ISA
MAS PEDRO HENRIQUE DEU O TROCO E LEVOU, EM MAKAHA, O MUNDIAL PRO JUNIOR DA ASP



NO SURF FEMININO JAQUELINE SILVA, ACIMA EM WAIMEA BAY E SILVANA LIMA, CHEGARAM AO VICE-CAMPEONATO MUNDIAL DA ASP. AMBAS FORAM CAMPEÃS DO WQS E SILVANA VOLTA AO WCT, COM TUDO, EM 2015
FOTO DO SITE EHLAS.COM.BR


ATÉ ESTA VITÓRIA DE GABRIEL MEDINA - 2014, O TÍTULO MAIS IMPORTANTE DO BRASIL NA ASP HAVIA SIDO A CONQUISTA DE PHIL RAJZMAN, CAMPEÃO MUNDIAL DE LONGBOARD DA ASP, NA FRANÇA, EM 2007
REPRODUÇÃO DA COLUNA PÉ NO BICO DE JAIME VIÚDES NA REVISTA HARDCORE

A supremacia brasileira nos eventos PRO JUNIOR da ASP será o tema de uma futura postagem deste blog (e também do livro), reverenciando surfistas como Pedro Henrique (2000), Adriano de Souza (2003), Pablo Paulino (2004 e 2007), Caio Ibelli (2011) e Gabriel Medina (2013). Aguardem... 

Ficamos por aqui saudando o incomparável feito de Gabriel Medina em 2014. 



IMAGEM RETIRADA DO SITE SURF GURU

E lembrando que nesta temporada, além do título maior de Gabriel, Silvana Lima foi campeão do WQS 2014 e Filipe Toledo deixou todos para trás no disputado WQS masculino da ASP, ambos com largas margens. E o potiguar Ítalo Ferreira foi vice mundial no PRO JUNIOR da ASP em Portugal e campeão NACIONAL da Abrasp. Estará no WCT da Liga Mundial de Surf em 2015, ao lado de Wiggolly Dantas, outra novidade do Brasil.

Mãos à obra!


Conheça detalhes do projeto no site: http://www.hsurfbr.com.br/


CAPA DA REVISTA \ LIVRO LANÇADO PELA EDITORA AZUL EM 1989
PROJETO GRÁFICO DE FERNANDO MESQUITA PARA A CAPA DO LIVRO A SER LANÇADO EM 2015
EDITORA AINDA NÃO DEFINIDA
(em processo de pesquisa e redação)

sábado, 6 de dezembro de 2014

OS BRASILEROS E A TRÍPLICE COROA

Destaques do Brasil em Campeonatos no Hawaii

Em 1976 Pepê Lopes participou da final do Pipeline Masters com seis surfistas. Foi a primeira participação marcante do Brasil nos campeonatos havaianos. A Triple Crown foi inventada em 1983, mas uma série de três campeonatos no Hawaii vem desde 1971, quando surgiu o Pipeline Masters. Os brasileiros nunca venceram a Tríplice Coroa, mas já tiveram flashes de brilhantismo em competições naquelas Ilhas.

PÁGNA DUPLA PUBLICADA NA REVISTA FLUIR DE FEVEREIRO DE 1990 COM A COBERTURA COMPLETA DA TRIPLE CROWN DE 1989 APRESENTADA EM MAIS DE 20 PÁGINAS

Eu estive em três temporadas havaianas dos anos 70, depois de um hiato de 10 anos sem ir ao North Shore, voltei como jornalista para cobrir os eventos e a participação dos surfistas brasileiros na temporada. Fiz questão de que cada um dos atletas que participaram dos campeonatos aparecesse nesta montagem acima. Abaixo a capa da edição.

CARLOS BURLE ERA UMA PROMESSA ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS QUE DESPONTAVAM. SUA PERFORMANCE DESTEMIDA EM SUNSET BEACH JÁ ERA UM PRENÚNCIO DE QUE SERIA UM DE NOSSOS SURFISTAS QUE MAIS FICARIA “À VONTADE” NAS ILHAS

Esta foi a primeira temporada havaiana que registrei como jornalista de surf (89\90). Os brasileiros começavam a ganhar o seu espaço. Fábio Gouveia recebeu o prêmio de Rookie of The Year da ASP. Em 1991 ele seria o primeiro brasileiro a vencer uma etapa havaiana e gravar seu nome no troféu da World Cup.
Para nós pairava uma “ilusão”, de que tudo viria rápido: o título mundial; mais vitórias no Hawaii...
Os anos foram passando... A última temporada havaiana que cobri “in loco” foi a de 1998. Já trabalhando para a revista Hardcore trouxe uma reportagem especial, chamada “Alerta Vermelho” que analisava a perspectiva da escassez de novos jovens talentos com potencial para brilhar no Hawaii e no World Tour. Isso se refletiu no início dos anos 2000, quando caímos de 10 a 11 atletas na elite para menos de meia dúzia. Nas arquibancadas de Sunset, nas pedras de Rocky Point e nas areias de Pipeline, colhi uma diversidade de depoimentos que foram costurados para embasar a matéria.


CAPA DA HARDCORE DE MARÇO DE 98, COM YURI SODRÉ EM ROCKY POINT, UM DOS SURFISTAS QUE, COMO CARLOS BURLE ANOS ANTES, FEZ SUA REPUTAÇÃO SURFANDO COM CATEGORIA AS DIFÍCEIS ONDAS DE SUNSET BEACH

Yuri Sodré, local de Guaratiba, foi um de nossos surfistas que galgou a escada até o primeiro escalão do WCT, suas boas performances no Hawaii foram decisivas. Desde Pepê; passando por Roberto Valério; Guilherme Herdy e Renan Rocha que tiveram performances estupendas em Pipeline; Peterson Rosa, Leo Neves e Raoni Monteiro que mostraram autoridade em Sunset; Hemerson Marinho, Bernardo Pigmeu, Jihad Khodr e Alejo Muniz, mais recentemente em Haleiwa. Alejo inclusive vencendo o título de Rookie da Triple Crown, que pode ser ofertado a Lucas Silveira nesta temporada.

Muitos brasileiros já brilharam nas Ilhas Havaianas e não pretendo esgotar a lista aqui. O que posso garantir é que em meu livro “A Grande História do Surf Brasileiro” programado para sair no ano que vem, nenhum nome importante e que marcou história estará ausente.
Nesta mesma edição da Hardcore de Mar/98 no editorial eu trouxe comentários sobre uma outra importante reportagem que fiz para a Hardcore, na qual me dirigi às sedes das principais revistas da Califórnia, em San Clemente, também busquei opiniões de jornalistas havaianos, australianos e sul africanos indagando: Por que o Brasil não tinha espaço nos veículos gringos?


REPRODUÇÃO DO EDITORIAL DESTA MESMA HARDCORE DE MARÇO DE 1998. EM DESTAQUE GUILHERME HERDY NA SEÇÃO SPEED REEF DE GRAJAGAN

A matéria, “Eu Quero a Capa!!” saiu algumas edições antes na Hardcore e retratava nosso reconhecimento (de nossos atletas) pela mídia internacional. Futuramente ainda vou colocar estes textos (antigos) aqui em meu blog.
Hoje estamos em uma situação totalmente diferente e a Brazilian Storm faz com que todos respeitem e admirem os surfistas brasileiros. Nunca chegamos tão perto deste sonhado título mundial. Independente do resultado do Billabong Pipeline Masters e da definição do título mundial de 2014, guardo as expectativas para minha última postagem do ano, quem sabe, com Gabriel Medina nos trazendo esta grande felicidade.

Para finalizar este post uma foto que fiz com meu celular, de uma página do livro PIPELINE MASTERS, mostrando:

PEPÊ LOPES, AO LADO DE GERRY LOPEZ, PERFILADOS MINUTOS ANTES DA FINAL DE 1976

Mais informações sobre a Triple Crown em minha postagem de um ano atrás:

A participação dos brasileiros nos campeonatos havaianos será destacada em diferentes e diversos capítulos do livro A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO, conheça detalhes do projeto clicando no link abaixo:


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

EVOLUÇÃO DOS WEBCASTS

Brasileiros geram tendência de tecnologia


Em 1984 dois amigos surfistas de Niterói (RJ), bolaram uma fórmula para agilizar a soma das notas nos campeonatos de surf. Uma situação que era contornada “na unha”, puxando notas escritas sobre uma prancheta e somando de cabeça, ou com calculadora. Foi assim que surgiu a BEACH BYTE.

RECORTE DO SITE DA EMPRESA EM INGLÊS, QUE TRAZ O SURFISTA PABLO PAULINO, BICAMPEÃO MUNDIAL PRO JUNIOR.

Mano Ziul e Celso Alves foram os fundadores oficiais e tiveram diversos colaboradores como Alexandre Cury, Robson Machado e hoje em dia muitos “funcionários” e parceiros, inclusive gringos, que colaboraram para a evolução deste processo de computação do julgamento e dos webcasts.

REPRODUÇÃO DA SEÇÃO SURF NEWS DA REVISTA FLUIR (1988), COM AS PRIMEIRAS MAQUINETAS DE DIGITAÇÃO QUE FORAM SENDO UTILIZADAS EM PARALELO COM AS PRANCHETAS.
REPARE NO TEXTO QUE, NO INÍCIO, A EMPRESA SE CHAMAVA BIT & BAITE

O grande salto foi o momento em que Mano vislumbrou a possibilidade (já aliada à internet), de fazer a transmissão dos eventos de surf AO VIVO pela web. O início desta era ocorreu em 1998 e os avanços tecnológicos foram constantes.

CELSO ALVES E MANO ZIUL AO LADO DOS IRMÃOS GÊMEOS MARCOS E BRUNO BOCAYUVA
EM FRENTE AO BANZAI BOWLS DA CALIFÓRNIA.
FOTO DO FACEBOOK DE CELSO ALVES

A história da Beach & Byte, seu contrato com a ASP, que dura até hoje, a tentativa de empresas japonesas e de outros países de furar o esquema... sucumbiram diante da qualidade superior e criatividade de Mano e sua equipe. Toda a trajetória da empresa e o progresso das tabulações e transmissões, serão tratados no livro “A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO" que tem previsão de lançamento para 2015.

HOJE OS SITES DOS CAMPEONATOS DE SURF TRAZEM TODAS AS INFORMAÇÕES, NOTAS EM TEMPO REAL, RESULTADOS...
TUDO ENGENDRADO POR ESSA TURMA DE NITERÓI QUE GANHOU O MUNDO
NA FOTO CAIO IBELLI EM ETAPA DO QS NA ESPANHA



MANO ZIUL AO LADO DO JUIZ BAIANO LAPO COUTINHO E DE OUTRO GRANDE PARCEIRO DE TECNOLOGIA, ROBSON MACHADO, DURANTE A PERNA HAVAIANA DO CIRCUITO MUNDIAL
FOTO: SEBASTIAN ROJAS PARA O SITE DA FLUIR

Os webcasts hoje são assistidos por um número de pessoas que cresce exponencialmente. A parafernália utilizada para trazer as imagens em câmera lenta e os replays, de diversos ângulos, microfones dentro d'água, para a sua casa - é incrível.

MESA DE TRANSMISSÃO DA WEB DO US OPEN EM HUNTINGTON BEACH
IMAGEM EXTRAÍDA DO SITE EXPN

Um dos segredos de sucesso das transmissões atuais é o envolvimento de surfistas que já foram grandes competidores nos comentários das ondas surfadas. Isso ocorre internacionalmente e aqui no Brasil também. Durante a última etapa da perna brasileira de 2015 um belo time foi montado para o O’Neill SP Prime, em parceria com a equipe da ESPN Brasil.

DE PÉ, PIU PEREIRA, QUE ERA O DIRETOR DE PROVA, AO LADO DE TECO PADARATZ, RESPONSÁVEL PELAS ENTREVISTAS DE PRAIA. SENTADOS ZÉ PAULO E RENAN ROCHA, QUE AINDA ERAM REFORÇADOS POR EDINHO LEITE (AUTOR DA FOTO), QUE PILOTAVAM DA CABINE DE TRANSMISSÃO.
FOTO DO FACEBOOK DE ZÉ PAULO

Todas as facetas da evolução do surf brasileiro e seus desdobramentos, serão tratados no livro A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO, conheça detalhes do projeto clicando no link abaixo:



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

CLÍNICA DE AÉREOS

Nascimento de novos jovens ídolos do surf

A performance de Filipe Toledo em Maresias para o O’Neill SP Prime além de fechar com pompa e apoteose o retorno da perna brasileira de final de ano (Pré-Hawaii), consagrou a força da nova geração do surf mundial e o Brasil está na linha de frente.


FILIPINHO TOLEDO (19 ANOS) O MAIS JOVEM ATLETA DO WCT 2014, SAIU DO BRASIL LIDERANDO O QS. 
DEU UMA VERDADEIRA “CLÍNICA” DE AÉREOS DURANTE SUAS BATERIAS EM MARESIAS

Um dos destaques de sua performance foi uma das ondas da bateria final em que Matt Banting ia voltando para o fundo e enquanto remava pôde assistir de camarote Filipinho lançar dois aéreos de frontside, o primeiro rodando para um lado e logo em seguida, sem perder a fluidez, lançou outro rodando para o lado oposto.

ABAIXO UMA COLAGEM DE IMAGENS CAPTURADAS DE DIVERSOS SITES DA WEB
E TAMBÉM DE SUAS PONTUAÇÕES
PASSOU TODAS AS BATERIAS EM PRIMEIRO
COMEÇAMOS COM UM FRAME DO RICO SURF E AS ESPETACULARES FOTOS DE DANIEL SMORIGO
(mais abaixo um CLIP do youtube)



















CLIC NO LINK ABAIXO PARA ASSISTIR O VÍDEO DE SUA TRAJETÓRIA

Filipe Toledo  -   Road to the final (you tube)



Não foi apenas Filipe (19 anos) que aproveitou as boas ondas de Maresias para dar um espetáculo. Uma nova safra de jovens atletas chegou junto e mostrou serviço. Entre os oito finalistas, cinco surfistas tinham vinte e poucos anos. O australiano Matt Banting (20), também já classificado para o WCT 2015, fez a final contra Filipinho. Outro australiano que está perto da classificação é o bicampeão mundial Pro Junior, Jack Freestone (22). Completando temos o brasileiro Ítalo Ferreira (20) e o prodígio da Costa Rica, Carlos Muñoz (21).
Ítalo (RN) e Wiggolly Dantas (SP) são duas novidades brasileiras já garantidas para a elite na temporada 2015 da ASP = WSL (agora WORLD SURF LEAGUE)

Fora dos finalistas diversos outros surfistas jovens brilharam. Uma constatação marcante é o estrelato de Gabriel Medina (que fará 21 anos no dia 22 de dezembro). A torcida compareceu em peso à Maresias para ver Medina.


GABRIEL MEDINA CERCADO PELA MÍDIA E POPULARES
MARESIAS NOVEMBRO 2014
FOTO: DRAGÃO (COM CELULAR)
ABAIXO: MEDINA EM FOTO DE DANIEL SMORIGO



Ele surfou bem, mas com Medina fora do evento a idolatria do público brasileiro focou em Filipe Toledo.


Agora a atenção do mundo do surf se volta para o Hawaii e os três eventos da TRIPLE CROWN culminando com a definição do campeão mundial da temporada 2014.



Um ano que pode ficar marcado de forma gloriosa para o surf brasileiro.

Estaremos ligados: