CT BRASIL – ETAPA LACRADA EM SAQUAREMA
A corrida de 2023 ruma para J-Bay e Teahupoo
Após 10
meses sabáticos neste Blog, volto inspirado pela vitória de Yago Dora em Saquarema,
além de falar sobre a etapa brasileira do Circuito Mundial da WSL e sua história, trarei uma
atualização sobre o pé que está minha coleção de livros, que ainda tem 4
VOLUMES na arrebentação. Vamos varar...
YAGO DORA E A MANOBRA NOTA 10
REALIZADA NA FINAL
FRAME GRAB DO JORNAL HOJE
Vamos
atualizar uma postagem que fiz em MAIO de 2017 (segue o link para ela aqui): http://surfdragonblog.blogspot.com/2017/05/wct-brasil-10-campeoes.html
Na ocasião
fiz um apanhado das vitórias brasileiras em nossa etapa do WCT, trazendo muitas
outras informações, típico deste BLOG - Histórias do Surf, que anda em
paralelo com o projeto cultural de uma coleção de livros em grande formato,
capa dura e acabamento caprichado.
No caminho
para lançar os próximos 4 VOLUMES impressos, pretendo atuar em uma plataforma
multimidia que tem por objetivo captar os recursos para dar seguimento ao
projeto e municiar os interessados em conhecer e pesquisar sobre esta bela
história do surf brasileiro com um farto material escrito e ilustrado.
O primeiro
volume pode ser encontrado em livrarias selecionadas e diversos sites da
internet com distribuição nacional pelas Livrarias Martins Fontes.
Vamos
comentar um pouco sobre o atual momento do surf profissional brasileiro e a
etapa brasileira da WSL. Na postagem “antiga” de 2017 foi comemorado o fato de
termos alcançado 10 vitórias e destaquei a supremacia australiana no Brasil,
com 20 vitórias aqui em nosso quintal. Ahhhh. E como isso mudou nestes últimos sete
anos.
Em 2017 a
dita Brazilian Storm já estava em curso, John John Florence estava a caminho do
seu segundo título seguido e, se já havíamos provado o sabor das conquistas de
Medina (2014) e Mineirinho (2015), não tínhamos ideia da envergadura com que
nosso ataque culminaria nos próximos anos. Mesmo com uma pandemia no meio de
tudo.
As etapas
brasileiras não ocorreram nos anos de 2020 e 2021, mas Filipe Toledo cravou uma
sequência magistral de vitórias em Saquarema 2018, 2019 e 2022, ano este em que
protagonizamos um inédito predomínio nas semifinais, só com brasileiros (Ítalo
e Yago em terceiro, Samuel Pupo e Filipe na final). Agora Yago Dora deu mais
esse show, lacrando para o Brasil vitórias desde 2017, daí vem o título desta
postagem.
Depois dos dois
títulos de John (2016 e 2017), tomamos a rédea do World Tour de forma contundente,
que incomoda o stablishment das potências de língua inglesa que sempre ditaram
o passo do esporte dos reis havaianos. Isso a ponto de no ano de 2021 as quatro
etapas disputadas na Austrália naquela temporada ficarem com surfistas
brasileiros. Impensável, anos (décadas) antes. Em 2021 Medina veio com tudo
para seu terceiro título. No ano seguinte Filipe Toledo buscou seu merecido
caneco. Assim alcançamos o hexa para nossos atletas.
A partir de
2018 estabelecemos essa sequência de conquistas com o os títulos mundiais, de
Gabriel Medina (que no momento desta postagem é tri), Ítalo Ferreira, que além
do título de 2019 na WSL, também sagrou-se o primeiro Campeão Olímpico da
História em 2021 – TOKYO 2020 – o ano que o mundo esportivo parou.
Voltando a
etapa brasileira e acrescentando aos 10 TÍTULOS mencionados na postagem de
2017, podemos complementar da seguinte forma:
TEASER DA POSTAGEM DE MAIO 2017
ADRIANO DE SOUZA ERA O DESTAQUE
RIO OI \ VIVO SAQUAREMA PRO
(resultados anteriores até 2017 no link publicado acima)
2018 – FILIPE
TOLEDO
2019 – FILIPE
TOLEDO
2020 – (COVID)
2021 – (COVID)
2022 – FILIPE TOLEDO
2023 – YAGO DORA
Na reta final para a temporada 2023, com a corrida para os cinco classificados para o Rip Curl WSL FINALS o Brasil se qualifica com o maior número de postulantes gabaritados para a disputa nas perfeitas e performáticas ondas de Trestles, na Califórnia, neste próximo mês de setembro.
FILIPE TOLEDO, LOCAL DA REGIÃO DE SAN
CLENTE, SEMPRE É UM DOS FAVORITOS EM TRESTLES
FOTO DE TONY HEFF PARA WSL
A Liga
Mundial de Surf (WSL) deve passar por interessantes transformações com a
terceira troca de CEO (ainda indefinida no momento desta postagem), desde que
assumiu a direção do surf competição a partir da temporada 2015 e espero que mantenha
um emocionante desfecho para os anos vindouros.
Um fato
inegável é esta presença marcante dos surfistas brasileiros no cenário. Toda
esta trajetória dos anos embrionários da IPS, com Pepê Lopes e Daniel Friedmann
trazendo nossas primeiras vitórias, ao segundo ataque capitaneado por Fábio
Gouveia, Teco Padaratz & Cia... a partir dos anos 1990... À Brazilian Storm,
deflagrada por Adriano de Souza, sem medo de bater de frente com as maiores
estrelas internacionais, impulsionada por Medina, Ítalo, Filipinho e que traz
no rastro Yago, João Chianca, Samuel, Mateus, Lucas e outros apóstolos.
Todas estas
histórias, e o processo de como chegamos a esta excelência no surf mundial,
serão contadas na coleção de livros, esmiuçadas neste blog e enaltecidas com o
devido peso ali e aqui.
UMA VIDA DEDICADA AO SURF
E SEU JORNALISMO
Pura paixão,
é como posso caracterizar o que ocorreu comigo desde que no verão 67\68 assisti
ao filme Alegria de Verão (Endless Summer) no circuito de cinemas em minha
cidade natal, a capital paulista. As ondas do Guarujá foram meu “berço” no surf;
os surfistas mais velhos, muito poucos quando comecei com um pranchão, modelo
Glaspac MK3, em 1969; as revistas que encontrava no Aeroporto de Congonhas; e
as dezenas de matinês que assisti de Endless Summer no Cine Praiano, em
Pitangueiras, foram minha doutrina inicial.
Mal sabia
aquele garoto de 12 anos que iniciou surfando ao lado da Ilha Pombeva, que sua
vida o levaria para trabalhar com surf. Pude sentir o poder da mídia quando
saiu publicada uma foto minha, de página dupla, na revista Brasil Surf em 1978,
surfando em Honolua Bay na ilha de Maui. As pessoas começaram a me tratar de
forma diferente. Mais respeito, uma certa idolatria.
MATÉRIA COM TEXTO E FOTOS DE KLAUS
MITTELDORF
A LEGENDA DIZIA: DRAGÃO UM PARAÍSO DE
DIREITAS
Oito anos
depois, em 1986, fui convidado para ser editor da Fluir, depois passei pela
Hardcore, Alma Surf com diversas colaborações em outros veículos. Sempre, o que
foi mais forte dentro de mim, em todas viagens que fiz, campeonatos que cobri, reportagens
que concebi, foi o amor pelo surf. Os momentos vividos dentro d’água e como
retratá-los em palavras. O que faço aqui.
O trabalho que
fazemos com paixão, alma, de forma hardcore, flui com naturalidade e as horas
gastas não são um fardo e sim um processo de realização e prazer. Para um
jornalista de surf o envolvimento com o esporte, com as viagens, assistir
infindáveis baterias para escrever uma boa cobertura, jamais pesou. Vou
exemplificar duas situações.
Quando
entrei para trabalhar na Fluir estava ocorrendo a criação da Abrasp, as etapas
dos primeiros anos do Circuito Brasileiro de Surf Profissional eram magníficas,
coberturas na imprensa especializada passavam de 10 páginas nas revistas
Visual, Fluir, Inside. Para mim era de lei sentir a arena de cada dia dos
campeonatos, por isso caia no mar ao raiar do dia antes de começar a primeira
bateria. E estava com minha prancha parafinada pronto para entrar no mar assim
que soasse o sinal de encerramento da última. Surfava até anoitecer. Por puro
prazer/paixão.
Na etapa de Saquarema, nos finais de tarde dos anos 1980, era possível se misturar com os melhores surfistas do Brasil e sentir de dentro do mar, a verdadeira pressão das ondas, como os pros se comportavam, ver de perto as manobras, as disputas por ondas. Numa dessas matérias para a Fluir descrevi em detalhes uma onda do carioca Sergio Noronha que desceu um pico de 2 metros no Point de Itaúna, dropou puxando para a esquerda, desceu num “fade” fenomenal, bem para o ponto crítico e saiu desferindo uma cavada de frontside para a direita com estilo e ataque impecáveis. Passou do meu lado e foi destruindo a onda até a beira. Serginho “Fedelho” o mesmo garoto que havia sido o destaque brasileiro no Hang Loos Pro Contest do ano anterior. Os gringos lacravam todas as primeiras posições nessa época. O brasileiro melhor colocado foi Noronha, entre uma constelação de gringos em 1986, ano em que o Brasil reatou sua parceria com o WCT da ASP. Sérgio Noronha também venceria no ano seguinte a etapa de Pitangueiras numa final de ondas grandes e espetaculares contra Taiu Bueno.
TAIU NO COSTA SUDESTE \ TRIBUNA FM 1989
– FOTO: BETO ISSA, ILHA DE PITANGUEIRAS
Outro
episódio marcante que vivi, já trabalhando para a Hardcore, foi nos anos 1990.
Entrei em Sunset antes de esvaziarem a água para o início de mais uma World Cup,
o crowd estava animal. Me lembro de me esgueirar entre os grandes do surf ao
lado do também jornalista Rosaldo Cavalcanti, tentando achar uma onda que
sobrasse num mar que subia rapidamente, liso, com ondas “olímpicas”, crescendo
a cada nova série. Numa das ondas que consegui surfar fui seguindo até a seção
do Inside, não consegui passar o paredão que me engoliu e “splash” rompeu minha
cordinha e lá se foi minha 8 pés round pin. A nado ali, na zona do agrião, estava
no camarote máximo, veio o campeão mundial Derek Ho num pico de 12 pés dropado
lá fora. Agachadinho ele deu a primeira curva, puxou um cutback redondo e num
passadão veloz se aproximou de onde eu estava. A onda armou inteira e só me
preocupei em nadar até uma posição que não atrapalhasse a trajetória dele,
Derek passou dois metros de mim, a mil por hora, com os olhos vidrados no tubão
que jogava lá na frente. Mergulhei adrenalizado pelo espetáculo, por tudo.
Subi atrás da onda depois de outro caldão e a ação não parava lá no outside, mas caí na real, eu estava sem prancha, com o velcro de meu leash e um toco de cordinha presos ao meu tornozelo, longe da costa, com o mar subindo e o movimento da água e correnteza aumentando. Só tinha uma coisa em mente agora, encontrar minha prancha Bèsséll, “Sunset Special”, shapeada no Brasil por Márcio Domingues, o “Tuba” que me patrocinava com suas pranchas e laminava longboards com shape de Neco Carbone, que eu usava para competir na época. Hoje Tuba representa no Brasil as pranchas Sharp Eye, do shaper do Rio de Janeiro, radicado na Califórnia, Márcio Zouvi, um dos mais requisitados pelos pros do World Tour na atualidade. Quando avistei minha prancha boiando no canal de Sunset o aviso, sinal de início das baterias, havia soado. Fim da brincadeira, agora era sentar na arquibancada e prestar atenção nas 16 baterias escaladas para esse dia, com atenção especial para a performance dos brasileiros.
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS EM SAQUAREMA NO
CT DE 2019
TUBA (AO CENTRO) ME APRESENTOU MÁRCIO
ZOUVI QUE ADQUIRIU UM EXEMPLAR
Hoje Márcio
Zouvi tem diversos surfistas (mulheres e homens) do CT, usando suas pranchas
com grande sucesso. O ranking de shapers da WSL, uma novidade no circuito, tem
ele brigando pela ponta entre os cinco melhores. O atual campeão mundial Filipe
Toledo, sagrou-se em Trestles no ano passado usando suas pranchas. Xanadu,
desde os anos 1990 e agora as Sharp Eye, são marcas de prancha estabelecidas em
San Clemente, por shapers brasileiros, que montaram grandes equipes
internacionais.
A presença
do Brasil no patamar mais alto do surf competitivo é um fenômeno relativamente
recente. Durante os anos 1970, todos os anos 1980, é até na década de 90,
idolatrávamos os surfistas ditos “gringos”, internacionais. Eles eram realmente
excepcionais e mereciam. Uma de minhas primeiras missões jornalísticas, como
editor da Fluir, foi seguir até a Paraíba para entrevistar Fabinho Gouveia,
após sua excepcional vitória em Porto Rico no Mundial Amador de 1988. Uma das
descobertas, furos jornalísticos que dei, foi saber que Gouveia assistia
exaustivamente, até gastar as fitas VHS, vídeos de Tom Curren, para lapidar seu
surf. A influência é visível.
GOUVEIA E CURREN A SEMELHANÇA DE
ESTILO NÃO É MERA COINCIDÊNCIA
CURREN EM CAPA DA SURFER DE 1992
FABINHO EM FOTO EXTRAÍDA DE SEU SITE:
FG SHAPE & DESIGN
Tenho que confessar
que em minha formação no surf, moldada pelos surfistas clássicos e estilistas
dos anos 1970, também tinha meus favoritos e até conseguir seguir para o
Hawaii, em 1976, só podia me basear pelos raros filmes que aportavam no Brasil,
ou pelas imagens publicadas na Surfer e na Surfing Magazine. Abaixo, uma
brincadeira que fiz em meu INSTAGRAM com fotografias minhas, muito parecidas
com a de três de meus maiores ídolos. As influências são óbvias também.
NO TOPO SÃO TRÊS FOTOS MINHAS
SURFANDO NO HAWAII E MARESIAS
ABAIXO MEUS ÍDOLOS: BARRY KANAIAUPUNI,
GERRY LOPEZ E BILLY HAMILTON
Para
legendas abrangentes e informativas, com detalhes de anos e pranchas, procurem
em minha linha do tempo do Instagram @reidragon https://www.instagram.com/reidragon/ no ano de 2020, mês de junho.
Toda essa
evolução do surf brasileiro, que acompanho desde que comecei a surfar com uma
prancha minha, na Páscoa de 1969 e posteriormente, com mais análise e pesquisa,
após ingressar na Fluir em 1986, colecionando revistas, informações, vivências
e histórias me leva a querer deixar este legado para as futuras gerações. Os
livros, este blog e muito mais...
HOJE NOSSOS SURFISTAS SÃO ÍDOLOS MUNDIAIS
Não são poucos
os surfistas e comentaristas internacionais que consideram Gabriel Medina o
melhor surfista da atualidade. O mais recente tricampeão mundial, um
estrategista fantástico e implacável nas baterias. Considerado favorito em
quase todas as etapas do dream tour que usa o slogan OS MELHORES SURFISTAS NAS
MELHORES ONDAS. Medina não tem pontos fracos e é capaz de virar baterias de
forma mágica e arrasadora, num piscar de olhos. Um ídolo nacional que elevou o
status deste esporte no Brasil.
GABRIEL MEDINA EM ESTUDOS DO PROJETO
GRÁFICO DA COLEÇÃO DE LIVROS
DIREÇÃO DE ARTE DE FERNANDO MESQUITA
Ítalo
Ferreira é outro surfista que merece destaque e idolatria, não só no Brasil,
mas pelo mundo afora. Suas performances quando inspirado e certeiro são
praticamente imbatíveis. De Baía Formosa, na divisa do Rio Grande do Norte com
a Paraíba, traduz todo potencial dos surfistas nordestinos, um dos grandes
celeiros de talentos do surf em nosso país. Além do título da WSL em 2019, Ítalo
também foi o protagonista da primeira medalha de ouro para o esporte surf nos
Jogos Olímpicos.
MONTAGEM QUE PREPAREI COM IMAGENS DE
ÍTALO NO JAPÃO EM 2021
NO MEIO A ESTÁTUA ERGUIDA NO PONTAL
DE BAÍA FORMOSA
JUSTA HOMENAGEM
Desde os
anos 1970, quando as competições de surf foram estruturadas no Brasil, com
festivais maravilhosos em Ubatuba e Saquarema, chegando até as atuais etapas do
CT realizadas em Itaúna, com palanques, áreas para atletas e imprensa
grandiosas, seguimos uma trajetória estudando os melhores surfistas do planeta,
aprendemos o caminho das pedras, dos recifes de coral, dos tubos e hoje podemos
nos orgulhar desta Tempestade Brasileira que assola o Circuito Mundial de Surf.
PALANQUE DO PRIMEIRO CAMPEONATO
NACIONAL REALIZADO EM SAQUAREMA 1975
REVISTAS COMO O CRUZEIRO, MANCHETE,
FATOS & FOTOS DAVAM ESPAÇO AO SURF
EM PRIMEIRO PLANO TOP CARIOCAS COMO
BETÃO E MUDINHO
ATRÁS PAULISTAS THYOLA, ROBERTO
TEIXEIRA, SIDÃO E BRUZY AO CENTRO
HOJE A GRANDE IMPRENSA ABRE ESPAÇO
PARA O ESPORTE QUE TRAZ TÍTULOS
COBERTURA DE RENATO DE ALEXANDRINO PARA
O GLOBO
Reparem que na lista dos 8 principais ranqueados na corrida para as 5 vagas no WSL FINALS 2023, metade é do Brasil, após esta etapa de Saquarema - nosso “Maracanã do Surf”. Partindo para a reta final na África do Sul e Tahiti a expectativa é gigante para grandes e boas ondas, com performances de alto nível, não só dos brasileiros como dos desafiantes internacionais.
A BARRINHA DE SAQUAREMA QUEBROU
CLÁSSICA EM 2018
FOTO DE FERNANDO MESQUITA NO FINAL DE
TARDE APÓS O EVENTO
Esta
fotografia é a página de abertura do capítulo de Saquarema no primeiro volume
da coleção de livros. Para quem ainda não adquiriu seu exemplar pesquise na
internet, ou navegue pelo site do livro:
Para
finalizar, uma pequena amostra das três páginas duplas de abertura que estarão
presentes com imagens de nossos
SURFISTAS \
PRAIAS \ CAMPEONATOS
Essas são as
apresentadas no VOL. 1. Cada volume trará novas imagens. As legendas falam por
si.
Fazendo o download e ampliando será possível ler em um desktop.
Bela e abrangente materia sobre a situação atual do surfe brazuca e como chegamos aqui.
ResponderExcluirAbrazzo