sexta-feira, 24 de novembro de 2023

MOMENTOS MARCANTES

Um novo enfoque para o Blogo do Livro

A partir desta postagem voltarei a dar uma reativada mais contínua neste blog, visando viabilizar os VOLUMES 2, 3, 4 e 5 da obra “A Grande História do Surf Brasileiro”, uma coleção que já tem o primeiro livro disponível. Para adquirir basta pesquisar na internet.

UMA COLEÇÃO RESPALDADA POR PROFUNDA PESQUISA

Aqui ao lado neste blog vocês encontram os logos dos patrocinadores que acreditaram neste projeto desde que foi lançado, há mais de uma década. Ainda estarei produzindo mais de 400 páginas. As mais representativas fotografias de cada fase dessa história serão selecionadas e o trabalho de arte para compor cada página será montado pelo experiente Fernando Mesquita, meu grande parceiro neste projeto. Ao todo serão 5 VOLUMES cada um deles com 132 páginas.

MISSÃO

Assumi como minha missão compilar o maior número de informações sobre a história do surf no Brasil, que se mescla com a história do esporte e estilo de vida em termos globais. Uma aventura vivida por uma pequena tribo de visionários que começou a se expandir pelas praias do mundo a partir dos anos 1960. Detalhes de passagens incríveis e momentos transformadores pretendo relatar em meu projeto multimídia, que envolve este blog, os livros, meu Facebook, Instagram e brevemente o lançamento de um Podcast para contar e deixar disponível no Youtube incríveis registros da trajetória do surf com suas ondas e seus protagonistas.

A partir de 2024 voltarei com força total para concretizar este projeto. Além dos livros, não deixem de navegar pelas mais de 100 postagens deste blog, com muitas e diversas informações históricas. Sempre misturando minha experiência e vivências pessoais com mais de 50 anos de envolvimento com surf, através de pesquisas, entrevistas, garimpagens e dicas que tenho o prazer de dividir com as gerações que vêm...

 

AS BAFORADAS DO DRAGÃO

Neste espírito, passarei a indicar (ao final de cada postagem deste BLOG do LIVRO), música, leitura e filmes com o carimbo de aprovação do “Dragão”:

 

UM DISCO


 

UM LIVRO

 


UM FILME

 

PÁGINA DE TEXTO QUE FIZ PARA A ALMA SURF NOS ANOS 2000

Ao final deste post um LINK para assistir ao filme ENDLESS SUMMER – ALEGRIA DE VERÃO no Youtube – e por tabela ouvir a maravilhosa trilha sonora.

 

UM DISCO – TRILHA SONORA DE ENDLESS SUMMER – The Sandals

Os acordes quase que hipnóticos da trilha sonora do filme que (basicamente) definiu o que seria o estilo de vida de um surfista – sair viajando ao redor do mundo em busca de ondas perfeitas – sempre atiçaram os ouvidos dos surfistas. O álbum é uma mistura das guitarras havaianas com o que foi denominado de “surf guitar”, não só com a música tema, mas com toda trilha sonora, produzida originalmente para o sétimo filme do lendário Bruce Brown.

Os Sandals, ou Os Sandálias, é um grupo formado na Califórnia em 1962. Uma de suas maiores influências foi o famoso grupo de surf music The Ventures. Em 1964 eles compuseram o Endless Summer Theme, a música tema para o filme. O álbum com a trilha sonora (a capa exibida acima) foi lançado em 1966, após o sucesso estrondoso do filme, não só nos EUA, mas pelo mundo afora. A música tema, que abre e fecha o filme, sempre traz para a memória dos surfistas a inesquecível viagem de Mike e Robert para este brilhante documentário.

 

UM LIVRO – THE HISTORY OF SURFING – Nat Young

Este foi o primeiro grande livro relatando a história do surf de uma forma abrangente e cronológica. A edição original foi escrita em 1983, com uma reedição em 1994 e mais recentemente uma edição revisada.

 

AS CAPAS DO LIVRO DE NAT YOUNG

Aproveito esta oportunidade para relatar algumas informações sobre o notório campeão mundial australiano e sua ligação com o Brasil.

A primeira vez que ouvi falar dele foi ao assistir o filme Endless Summer, Nat era um talentoso garoto de 16 anos que viajava pela Austrália com o surfista inglês Rodney Sumpter, em filmagens de 1963 para 64. Quando assisti o filme em 1967 Nat já era consagrado como o Campeão Mundial de 1966, ao vencer um evento realizado em San Diego na Califórnia no que era conhecido como World Contest, ainda amador. O profissionalismo no surf nasceria na década seguinte. Quando comecei a colecionar revistas de surf, a partir de 1969, Nat Young era uma das grandes estrelas das revistas.

 

CAPA DA SURFER MAGAZINE VOL. 10 N. 3 DE 1970

NAT YOUNG SURFANDO NO HAWAII

Em 1988 Nat viajou pela primeira vez ao Brasil e participou do Sundek Classic daquele ano, realizado em Itamambuca. O circuito mundial de longboard havia sido inaugurado em 1986, tendo Nat como o primeiro campeão após o retorno da modalidade (20 anos após seu título de 1966 com uma prancha 9’6” apelidada Magic Sam). Nat Young não venceu o evento no Brasil, que também foi uma etapa da ASP, mas venceria o tour naquele ano. Em uma entrevista dada em 1988 na praia em Ubatuba declarou: “Vejo aqui no Brasil todos os ingredientes para que uma grande nação do surf emerja”.

VISIONÁRIO – já sabíamos disso, só imaginávamos que seria mais rápido. Levou mais 26 anos para o primeiro título de Gabriel Medina. Um pouco menos para nosso primeiro título da ASP no pranchão, com Phil Rajzman em 2007, na França.

Ainda com foco no longboard e no circuito mundial que crescia, uma das maiores rivalidades no final dos anos 1980 e início da década de 1990, ocorreu entre Nat Young e nosso campeoníssimo Picuruta Salazar. Os dois trocavam performances impressionantes e farpas, na água e fora dela. Picuruta nunca conseguiu este título da ASP, embora seja (disparado) o surfista que mais subiu ao topo do pódio em todo o planeta do surf competitivo. Nat teve cinco títulos mundiais: 1966 (ISA), 1986, 88, 89 e 1990 (ASP). Picuruta acabou sendo campeão mundial pela ISA em 1998 em Portugal e teve diversos vices mundiais pela ASP.

NA SEGUNDA EDIÇÃO DO LIVRO DE NAT YOUNG

HÁ DESTAQUE PARA O BRASIL

Na página dupla acima a legenda da fotografia no topo à esquerda diz que o surf profissional é bastante popular no Brasil. No capítulo seguinte, que tem o título Changing of the Guard (Troca da Guarda), há uma foto de Teco Padaratz, destacado como um de nossos favoritos nos anos 1990. No meio dos anos 90 tive a oportunidade de gravar uma fita K7 com entrevista realizada no Hawaii e publicada na revista Hardcore. Nat se considerava um “tribal elder” (ancião da tribo). Até hoje é, e continua publicando livros com interessantes reflexões sobre a história do esporte. Sua autobiografia “Nat’s Nat and That’s That: A Surfing Legend” poderá ser recomendada aqui neste blog futuramente, com os devidos comentários.

 

 

UM FILME – ENDLESS SUMMER – Bruce Brown

Falar sobre o filme Alegria de Verão é uma grande alegria para mim. Foi por causa dele, por assistir o filme em um cinema da capital paulista, que decidi o que queria fazer da minha vida, aos 10 anos de idade. Comecei a surfar, pra valer, com 12 quando ganhei minha primeira prancha, um pranchão Glaspac em 1969. Minha primeira sessão do filme, no Cine Rio, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, foi marcante, não esqueço. Cheguei no meio de uma sessão, acompanhado pela cozinheira portuguesa de minha mãe, que nos largou lá. Quando chegou no ponto que as cenas começaram a se repetir, ela manifestou interesse de ir embora. Falei: “Vamos ver até o final”. Ao acabar essa outra sessão completa e naquela época ninguém tirava você do cinema de uma sessão para outra, quase provoquei um ataque nela, ao bater pé firme e falar que gostaria de assistir mais uma vez. E assim foi. Duas sessões e meia. E minha vida mudou ali.



Endless Summer foi, sem sombra de dúvidas, o filme que mais vezes assisti em minha vida. Perto de uma dúzia de matinês no Cine Praiano, no Guarujá. E dava para pegar um final de tarde após sair do cinema no verão. Aqui no Brasil com a espetacular narrativa do locutor alagoano Luiz Jatobá. Bruce Brown, quando iniciou com seus filmes, ainda no final dos anos 1950, montava seu projetor nos teatros das escolas e fazia a narração ao vivo enquanto o filme ia passando. Quando Endless Summer partiu para o circuito de cinemas oficial, foi produzida uma trilha e áudio profissionais.

Para quem não assistiu ainda e ama o surf, é imprescindível. Durante décadas e décadas... Nenhum outro filme suplantou este como o meu favorito. Talvez hoje obras como A Deeper Shade Of Blue, de Jack McCoy e Riding Giants de Stacy Peralta, podem fazer frente, mas ainda mantenho minhas dúvidas. Esses filmes também poderão figurar aqui futuramente, mas vou ficando por aqui.

Breve, mais histórias, indicações e ilustrações.

ASSISTAM:  

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

EM 2023 SUPREMACIA BRASILEIRA PERSISTE

É hora de trabalharmos com mais afinco nossas meninas

O Circuito Mundial de Surf mudou muito desde que comecei a me dedicar a este blog há mais de uma década. Relembrando minhas postagens de 2013... O órgão que administrava o World Tour ainda era a ASP e estávamos no limiar de nosso primeiro título na elite, que viria com Gabriel Medina em 2014 (o último título da Era ASP).

E nasceu a WSL, com o apoteótico e merecido título de Adriano de Souza, em 2015 num dia de ondas medianas para fracas em Pipeline, porém com emoções prá lá de cardíacas. Nas mais de 100 postagens que podem ser consultadas no menu aqui ao lado há histórias muito antigas, perfis de surfistas fundamentais e análises de passagens marcantes destes anos mais recentes.

Hoje em dia os nomes de surfistas brasileiros são maioria no ranking final da entidade, que (com novas regras) escala os 5 MELHORES da temporada para, após 10 etapas, disputar o que a WSL - a Liga Mundial de Surf, uma empresa com fins lucrativos, apelidou de Rip Curl WSL FINALS a ser realizada no próximo mês na Califórnia, apenas 10 surfistas, somando mulheres e homens irão competir. 

RANKING DE 2023 APÓS AS 10 ETAPAS PRELIMINARES

A HORA DO “VAMOS VER” COMEÇA EM LOWER TRESTLES DIA 8 DE SETEMBRO

Pelo terceiro ano seguido a WSL elege a onda de alta performance deste pico do sul da Califórnia para definir os títulos mundiais, feminino e masculino. Uma onda encantadora, perfeita para direita e esquerda, que está sempre crowdeada e que permite aos surfistas mais competitivos do momento exibirem sua destreza, a qualidade de seu surf e o instinto matador de um campeão.

A temporada da WSL de 2023 trouxe um ingrediente extra, pois traria a responsabilidade de classificar 10 surfistas para os Jogos Olímpicos de PARIS 2024. Em uma atitude ousada do Comitê Olímpico francês, o que poderia ser decidido em Biarritz, ou nos beach breaks maravilhosos da região de Hossegor, foi transferido para Teahupo’o, no Tahiti. Sorte dos telespectadores, à nível mundial, pois o público presente lá será diminuto e selecionado. Que venham as ondas espetaculares que a comunidade do surf tão bem conhece.

JOÃO CHIANCA, DE SAQUAREMA, SURFANDO EM TEAHUPO'O. UM DOS SURFISTAS BRASILEIROS QUE ESTÁ GARANTIDO PARA AS OLIMPÍADAS DE 2024. 

O SURF TERÁ SUAS COMPETIÇÕES OLÍMPICAS NA POLINÉSIA FRANCESA

As regras colocadas, o Brasil já classificou três surfistas que representarão nosso país nas Olimpíadas da França em 2024. Eles foram definidos pelos rankings da Liga em 2023: Tatiana Weston-Webb pelas mulheres; Filipe Toledo e João Chianca pelos homens. Em fevereiro ocorrerá uma competição da ISA (Associação Internacional do Surf) que definirá os outros classificados, no Caribe. Podemos ter mais uma menina e caso o time brasileiro neste evento consiga vencer a pontuação por equipes, poderemos escalar um terceiro surfista na categoria masculina.

Apesar de hoje em dia termos o melhor elenco entre os homens, a disputa será acirrada e a CBSurf (Confederação Brasileira de Surf) estará bem preparada para representar na ilha de Porto Rico, onde Fábio Gouveia conquistou o primeiro título mundial de surf para o Brasil em 1988. Obviamente australianos e norte-americanos também irão para Porto Rico com o mesmo objetivo. Este evento, 2024 ISA WORLD SURFING GAMES terá grande repercussão. Lembro que a equipe brasileira perseguiu com afinco a vitória por equipes após a conquista de Gouveia, mas conseguiu o primeiro título de times apenas 12 anos depois, nos ISA GAMES do ano de 2000, em Maracaípe (PE).


A EQUIPE DO PERU FOI A VENCEDORA NO EVENTO DE 2023

A vaga da equipe vencedora nos ISA Games é da Confederação de cada país e caso o Brasil consiga esta prerrogativa do terceiro atleta, o mais lógico para CBSurf é a indicação de Gabriel Medina, nosso tricampeão mundial e que tem um histórico inigualável nas ondas de Teahupo’o. Não faltará emoção no evento a ser realizado nas boas ondas de Porto Rico no início do próximo ano olímpico.

Nesta postagem deste blog darei uma atenção especial ao surf feminino brasileiro que tem um belo histórico, mas também um percurso importante e dedicado a ser seguido de forma a termos nossa primeira campeã mundial da liga e quem sabe olímpica. Medalha que já temos no masculino com o potiguar Ítalo Ferreira. Na WSL já temos o hexa com Adriano Mineirinho, Ítalo, Filipe Toledo e o tri de Medina. Com as meninas já temos mais de um vice-campeonato, já lideramos o ranking, mas um título ainda nos escapa.

E vamos agora analisar um pouco do excelente trabalho que foi feito com nossos surfistas da categoria masculina e que deve e pode ser levado ao mesmo patamar com o surf feminino brasileiro. Independente de nossas heroínas citadas no link de 2014 ao final desta postagem, há uma série de fatores que fomos “ticando” para hoje determos essa supremacia apresentada pelo ranking lá no topo.

O mais importante deles é termos levado nossos surfistas para graduarem-se em ondas "tipo" do chamado Dream Tour, ondas de point breaks e de recifes desafiadores, que raramente são encontrados nas costas do litoral brasileiro. Adicione a isso um preparo, além de físico, mental e emocional. A alimentação correta, hábitos de treinamento e vida regrada que se somam ao talento natural e desenvolvido por cada atleta.

NOSSAS MENINAS DE PONTA

Partindo de Tatiana que foi nossa única atleta que participou da WSL no circuito de 2023 e lá conseguiu a vaga olímpica, mas nesta temporada não se classificou entre as cinco para a disputa do WSL FINALS, sigo com imagens das outras garotas que disputam o Challenger Series em 2023, o escalão do surf que dá acesso à elite. O CS terá sua definição em Saquarema mais para o final deste ano indicando 5 meninas e 10 homens para CT (Championship Tour) 2024. 

TATIANA WESTON-WEBB, NASCEU EM PORTO ALEGRE, FILHA DE UMA BODYBOARDER GAÚCHA E UM PAI IRLANDÊS, MORA NO KAUAI E JÁ FOI VICECAMPEÃ MUNDIAL



LUANA SILVA, FILHA DE PAIS BRASILEIROS, MAS NASCEU NA ILHA DE OAHU. LUANA JÁ TEVE O GOSTO DE FREQUENTAR A ELITE POR MEIA TEMPORADA. DEVE VOLTAR




SILVANA LIMA, AOS 38 ANOS, CONTUNUA SURFANDO EM BUSCA DO REGRESSO AO CT, ESTEVE MUITO PERTO DO PRIMEIRO TÍTULO MUNDIAL FEMININO PARA O BRASIL




SOPHIA MEDINA É UMA DAS GRANDES PROMESSAS DO SURF BRASILEIRO. TERÁ TODA ESTRUTURA PARA BATALHAR POR DESTAQUE ENTRE AS MELHORES DO MUNDO

Recentemente o site Litoral na Mídia fez uma abrangente reportagem abordando a carreira de Sophia, cliquem no link abaixo para muitas informações e depoimentos:

https://www.litoralnamidia.com.br/mundo-sophia-legado-da-familia-medina/



LAURA RAUPP, AOS 17 ANOS, CATARINENSE E FILHA DE PAIS SURFISTAS, É OUTRA PROMESSA DO SURF BRASILEIRO. LAURA VEM EM UMA EVOLUÇÃO CONSTANTE

Entrevista da jornalista Janaína Pedroso para o site Origem Surf:

https://origemsurf.com.br/2023/07/04/entrevista-laura-raupp-fala-sobre-rotina-e-sonhos/

O TRABALHO NÃO DEVE CESSAR

A comunidade do surf brasileiro, técnicos, empresários patrocinadores, juízes, dirigentes, famílias do surf, preparadores físicos e psicológicos, escolas de surf, associações, federações e a própria CBSurf, vêm ao longo dos anos proporcionando um trabalho e amparo para que os surfistas brasileiros atingissem o padrão mais alto da atualidade no surf masculino. O momento agora é de estender essa excelência para o surf feminino.

Um dos aspectos mais importantes, que gabaritou nossos homens para chegar ao nível atual, foi a constatação de que é importantíssimo viajar para ondas desafiadoras do mesmo nível que as melhores do circuito mundial do primeiro escalão. No litoral brasileiro não temos point breaks e bancadas (reefs) com o padrão destas ondas “premiadas” para as quais o Dream Tour foi direcionado. Nossos beach breaks são fantásticos para treinar manobras aéreas, mas uma campeã mundial será forjada dominando todos estes tipos de ondas, aliando isso a um ataque progressivo, e atitude com a mesma pressão exercida pelas líderes do ranking. A barra foi ajustada muito alto pelas meninas que lideram a mais nova “explosão” do surf feminino. Não podemos e nem vamos ficar atrás.

Temos uma história grandiosa e de longa data com as mulheres participando desde que o surf surgiu nas águas brasileiras. Para conhecer mais detalhes e façanhas que serão destacadas na coleção de livros que estou preparando: A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO, cliquem em mais este link, uma postagem que fiz em 2014. 

São cinco volumes, o primeiro está disponível e mais quatro livros serão lançados ao longo dos próximos anos.

Acompanhem um breve histórico do surf feminino e algumas das conquistas


https://surfdragonblog.blogspot.com/2014/09/as-meninas-do-surf.html

Finalmente, só tenho a agradecer aos patrocinadores que apoiaram este projeto cultural desde seu lançamento e prometo continuar trabalhando com este blog, o site, a coleção de livros e uma plataforma multimídia que estarei desenvolvendo nos próximos anos, sempre deixando muitas informações, histórias, entrevistas e registros dessa jornada, para quem desejar consultar e pesquisar.


OS QUATRO PRIMEIROS PATROCINADORES QUE ACREDITARAM NESTE PROJETO


Maiores informações e link para aquisição do VOLUME 1 dos livros no site:

WWW.HSURFBR.COM.BR

segunda-feira, 10 de julho de 2023

CT BRASIL – ETAPA LACRADA EM SAQUAREMA

A corrida de 2023 ruma para J-Bay e Teahupoo

Após 10 meses sabáticos neste Blog, volto inspirado pela vitória de Yago Dora em Saquarema, além de falar sobre a etapa brasileira do Circuito Mundial da WSL e sua história, trarei uma atualização sobre o pé que está minha coleção de livros, que ainda tem 4 VOLUMES na arrebentação. Vamos varar...

YAGO DORA E A MANOBRA NOTA 10 REALIZADA NA FINAL

FRAME GRAB DO JORNAL HOJE

Vamos atualizar uma postagem que fiz em MAIO de 2017 (segue o link para ela aqui): http://surfdragonblog.blogspot.com/2017/05/wct-brasil-10-campeoes.html

Na ocasião fiz um apanhado das vitórias brasileiras em nossa etapa do WCT, trazendo muitas outras informações, típico deste BLOG - Histórias do Surf, que anda em paralelo com o projeto cultural de uma coleção de livros em grande formato, capa dura e acabamento caprichado.

No caminho para lançar os próximos 4 VOLUMES impressos, pretendo atuar em uma plataforma multimidia que tem por objetivo captar os recursos para dar seguimento ao projeto e municiar os interessados em conhecer e pesquisar sobre esta bela história do surf brasileiro com um farto material escrito e ilustrado.

O primeiro volume pode ser encontrado em livrarias selecionadas e diversos sites da internet com distribuição nacional pelas Livrarias Martins Fontes.

CAPA DO PRIMEIRO VOLUME, O ÚNICO DISPONÍVEL ATÉ O MOMENTO, CONCRETIZADO NO PROAC ICMS
ATRAVÉS DO APOIO CULTURAL DAS EMPRESAS RESIL, OSKLEN e BAYARD ESPORTES

Vamos comentar um pouco sobre o atual momento do surf profissional brasileiro e a etapa brasileira da WSL. Na postagem “antiga” de 2017 foi comemorado o fato de termos alcançado 10 vitórias e destaquei a supremacia australiana no Brasil, com 20 vitórias aqui em nosso quintal. Ahhhh. E como isso mudou nestes últimos sete anos.

Em 2017 a dita Brazilian Storm já estava em curso, John John Florence estava a caminho do seu segundo título seguido e, se já havíamos provado o sabor das conquistas de Medina (2014) e Mineirinho (2015), não tínhamos ideia da envergadura com que nosso ataque culminaria nos próximos anos. Mesmo com uma pandemia no meio de tudo.

As etapas brasileiras não ocorreram nos anos de 2020 e 2021, mas Filipe Toledo cravou uma sequência magistral de vitórias em Saquarema 2018, 2019 e 2022, ano este em que protagonizamos um inédito predomínio nas semifinais, só com brasileiros (Ítalo e Yago em terceiro, Samuel Pupo e Filipe na final). Agora Yago Dora deu mais esse show, lacrando para o Brasil vitórias desde 2017, daí vem o título desta postagem.

Depois dos dois títulos de John (2016 e 2017), tomamos a rédea do World Tour de forma contundente, que incomoda o stablishment das potências de língua inglesa que sempre ditaram o passo do esporte dos reis havaianos. Isso a ponto de no ano de 2021 as quatro etapas disputadas na Austrália naquela temporada ficarem com surfistas brasileiros. Impensável, anos (décadas) antes. Em 2021 Medina veio com tudo para seu terceiro título. No ano seguinte Filipe Toledo buscou seu merecido caneco. Assim alcançamos o hexa para nossos atletas.

A partir de 2018 estabelecemos essa sequência de conquistas com o os títulos mundiais, de Gabriel Medina (que no momento desta postagem é tri), Ítalo Ferreira, que além do título de 2019 na WSL, também sagrou-se o primeiro Campeão Olímpico da História em 2021 – TOKYO 2020 – o ano que o mundo esportivo parou.

Voltando a etapa brasileira e acrescentando aos 10 TÍTULOS mencionados na postagem de 2017, podemos complementar da seguinte forma:

 

TEASER DA POSTAGEM DE MAIO 2017

ADRIANO DE SOUZA ERA O DESTAQUE

RIO OI \ VIVO SAQUAREMA PRO

(resultados anteriores até 2017 no link publicado acima)

2018 – FILIPE TOLEDO

2019 – FILIPE TOLEDO

2020 – (COVID)

2021 – (COVID)

2022 – FILIPE TOLEDO

2023 – YAGO DORA

 

Na reta final para a temporada 2023, com a corrida para os cinco classificados para o Rip Curl WSL FINALS o Brasil se qualifica com o maior número de postulantes gabaritados para a disputa nas perfeitas e performáticas ondas de Trestles, na Califórnia, neste próximo mês de setembro. 

FILIPE TOLEDO, LOCAL DA REGIÃO DE SAN CLENTE, SEMPRE É UM DOS FAVORITOS EM TRESTLES

FOTO DE TONY HEFF PARA WSL

A Liga Mundial de Surf (WSL) deve passar por interessantes transformações com a terceira troca de CEO (ainda indefinida no momento desta postagem), desde que assumiu a direção do surf competição a partir da temporada 2015 e espero que mantenha um emocionante desfecho para os anos vindouros.

Um fato inegável é esta presença marcante dos surfistas brasileiros no cenário. Toda esta trajetória dos anos embrionários da IPS, com Pepê Lopes e Daniel Friedmann trazendo nossas primeiras vitórias, ao segundo ataque capitaneado por Fábio Gouveia, Teco Padaratz & Cia... a partir dos anos 1990... À Brazilian Storm, deflagrada por Adriano de Souza, sem medo de bater de frente com as maiores estrelas internacionais, impulsionada por Medina, Ítalo, Filipinho e que traz no rastro Yago, João Chianca, Samuel, Mateus, Lucas e outros apóstolos.

Todas estas histórias, e o processo de como chegamos a esta excelência no surf mundial, serão contadas na coleção de livros, esmiuçadas neste blog e enaltecidas com o devido peso ali e aqui.

 

UMA VIDA DEDICADA AO SURF

E SEU JORNALISMO

 

Pura paixão, é como posso caracterizar o que ocorreu comigo desde que no verão 67\68 assisti ao filme Alegria de Verão (Endless Summer) no circuito de cinemas em minha cidade natal, a capital paulista. As ondas do Guarujá foram meu “berço” no surf; os surfistas mais velhos, muito poucos quando comecei com um pranchão, modelo Glaspac MK3, em 1969; as revistas que encontrava no Aeroporto de Congonhas; e as dezenas de matinês que assisti de Endless Summer no Cine Praiano, em Pitangueiras, foram minha doutrina inicial.

Mal sabia aquele garoto de 12 anos que iniciou surfando ao lado da Ilha Pombeva, que sua vida o levaria para trabalhar com surf. Pude sentir o poder da mídia quando saiu publicada uma foto minha, de página dupla, na revista Brasil Surf em 1978, surfando em Honolua Bay na ilha de Maui. As pessoas começaram a me tratar de forma diferente. Mais respeito, uma certa idolatria.

MATÉRIA COM TEXTO E FOTOS DE KLAUS MITTELDORF

A LEGENDA DIZIA: DRAGÃO UM PARAÍSO DE DIREITAS

Oito anos depois, em 1986, fui convidado para ser editor da Fluir, depois passei pela Hardcore, Alma Surf com diversas colaborações em outros veículos. Sempre, o que foi mais forte dentro de mim, em todas viagens que fiz, campeonatos que cobri, reportagens que concebi, foi o amor pelo surf. Os momentos vividos dentro d’água e como retratá-los em palavras. O que faço aqui.

O trabalho que fazemos com paixão, alma, de forma hardcore, flui com naturalidade e as horas gastas não são um fardo e sim um processo de realização e prazer. Para um jornalista de surf o envolvimento com o esporte, com as viagens, assistir infindáveis baterias para escrever uma boa cobertura, jamais pesou. Vou exemplificar duas situações.

Quando entrei para trabalhar na Fluir estava ocorrendo a criação da Abrasp, as etapas dos primeiros anos do Circuito Brasileiro de Surf Profissional eram magníficas, coberturas na imprensa especializada passavam de 10 páginas nas revistas Visual, Fluir, Inside. Para mim era de lei sentir a arena de cada dia dos campeonatos, por isso caia no mar ao raiar do dia antes de começar a primeira bateria. E estava com minha prancha parafinada pronto para entrar no mar assim que soasse o sinal de encerramento da última. Surfava até anoitecer. Por puro prazer/paixão.

Na etapa de Saquarema, nos finais de tarde dos anos 1980, era possível se misturar com os melhores surfistas do Brasil e sentir de dentro do mar, a verdadeira pressão das ondas, como os pros se comportavam, ver de perto as manobras, as disputas por ondas. Numa dessas matérias para a Fluir descrevi em detalhes uma onda do carioca Sergio Noronha que desceu um pico de 2 metros no Point de Itaúna, dropou puxando para a esquerda, desceu num “fade” fenomenal, bem para o ponto crítico e saiu desferindo uma cavada de frontside para a direita com estilo e ataque impecáveis. Passou do meu lado e foi destruindo a onda até a beira. Serginho “Fedelho” o mesmo garoto que havia sido o destaque brasileiro no Hang Loos Pro Contest do ano anterior. Os gringos lacravam todas as primeiras posições nessa época. O brasileiro melhor colocado foi Noronha, entre uma constelação de gringos em 1986, ano em que o Brasil reatou sua parceria com o WCT da ASP. Sérgio Noronha também venceria no ano seguinte a etapa de Pitangueiras numa final de ondas grandes e espetaculares contra Taiu Bueno.

TAIU NO COSTA SUDESTE \ TRIBUNA FM 1989 – FOTO: BETO ISSA, ILHA DE PITANGUEIRAS

Outro episódio marcante que vivi, já trabalhando para a Hardcore, foi nos anos 1990. Entrei em Sunset antes de esvaziarem a água para o início de mais uma World Cup, o crowd estava animal. Me lembro de me esgueirar entre os grandes do surf ao lado do também jornalista Rosaldo Cavalcanti, tentando achar uma onda que sobrasse num mar que subia rapidamente, liso, com ondas “olímpicas”, crescendo a cada nova série. Numa das ondas que consegui surfar fui seguindo até a seção do Inside, não consegui passar o paredão que me engoliu e “splash” rompeu minha cordinha e lá se foi minha 8 pés round pin. A nado ali, na zona do agrião, estava no camarote máximo, veio o campeão mundial Derek Ho num pico de 12 pés dropado lá fora. Agachadinho ele deu a primeira curva, puxou um cutback redondo e num passadão veloz se aproximou de onde eu estava. A onda armou inteira e só me preocupei em nadar até uma posição que não atrapalhasse a trajetória dele, Derek passou dois metros de mim, a mil por hora, com os olhos vidrados no tubão que jogava lá na frente. Mergulhei adrenalizado pelo espetáculo, por tudo.

Subi atrás da onda depois de outro caldão e a ação não parava lá no outside, mas caí na real, eu estava sem prancha, com o velcro de meu leash e um toco de cordinha presos ao meu tornozelo, longe da costa, com o mar subindo e o movimento da água e correnteza aumentando. Só tinha uma coisa em mente agora, encontrar minha prancha Bèsséll, “Sunset Special”, shapeada no Brasil por Márcio Domingues, o “Tuba” que me patrocinava com suas pranchas e laminava longboards com shape de Neco Carbone, que eu usava para competir na época. Hoje Tuba representa no Brasil as pranchas Sharp Eye, do shaper do Rio de Janeiro, radicado na Califórnia, Márcio Zouvi, um dos mais requisitados pelos pros do World Tour na atualidade. Quando avistei minha prancha boiando no canal de Sunset o aviso, sinal de início das baterias, havia soado. Fim da brincadeira, agora era sentar na arquibancada e prestar atenção nas 16 baterias escaladas para esse dia, com atenção especial para a performance dos brasileiros.

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS EM SAQUAREMA NO CT DE 2019

TUBA (AO CENTRO) ME APRESENTOU MÁRCIO ZOUVI QUE ADQUIRIU UM EXEMPLAR

Hoje Márcio Zouvi tem diversos surfistas (mulheres e homens) do CT, usando suas pranchas com grande sucesso. O ranking de shapers da WSL, uma novidade no circuito, tem ele brigando pela ponta entre os cinco melhores. O atual campeão mundial Filipe Toledo, sagrou-se em Trestles no ano passado usando suas pranchas. Xanadu, desde os anos 1990 e agora as Sharp Eye, são marcas de prancha estabelecidas em San Clemente, por shapers brasileiros, que montaram grandes equipes internacionais.

A presença do Brasil no patamar mais alto do surf competitivo é um fenômeno relativamente recente. Durante os anos 1970, todos os anos 1980, é até na década de 90, idolatrávamos os surfistas ditos “gringos”, internacionais. Eles eram realmente excepcionais e mereciam. Uma de minhas primeiras missões jornalísticas, como editor da Fluir, foi seguir até a Paraíba para entrevistar Fabinho Gouveia, após sua excepcional vitória em Porto Rico no Mundial Amador de 1988. Uma das descobertas, furos jornalísticos que dei, foi saber que Gouveia assistia exaustivamente, até gastar as fitas VHS, vídeos de Tom Curren, para lapidar seu surf. A influência é visível.

 

GOUVEIA E CURREN A SEMELHANÇA DE ESTILO NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

CURREN EM CAPA DA SURFER DE 1992

FABINHO EM FOTO EXTRAÍDA DE SEU SITE: FG SHAPE & DESIGN

Tenho que confessar que em minha formação no surf, moldada pelos surfistas clássicos e estilistas dos anos 1970, também tinha meus favoritos e até conseguir seguir para o Hawaii, em 1976, só podia me basear pelos raros filmes que aportavam no Brasil, ou pelas imagens publicadas na Surfer e na Surfing Magazine. Abaixo, uma brincadeira que fiz em meu INSTAGRAM com fotografias minhas, muito parecidas com a de três de meus maiores ídolos. As influências são óbvias também.

NO TOPO SÃO TRÊS FOTOS MINHAS SURFANDO NO HAWAII E MARESIAS

ABAIXO MEUS ÍDOLOS: BARRY KANAIAUPUNI, GERRY LOPEZ E BILLY HAMILTON

Para legendas abrangentes e informativas, com detalhes de anos e pranchas, procurem em minha linha do tempo do Instagram @reidragon https://www.instagram.com/reidragon/ no ano de 2020, mês de junho.

Toda essa evolução do surf brasileiro, que acompanho desde que comecei a surfar com uma prancha minha, na Páscoa de 1969 e posteriormente, com mais análise e pesquisa, após ingressar na Fluir em 1986, colecionando revistas, informações, vivências e histórias me leva a querer deixar este legado para as futuras gerações. Os livros, este blog e muito mais...

 

HOJE NOSSOS SURFISTAS SÃO ÍDOLOS MUNDIAIS

 

Não são poucos os surfistas e comentaristas internacionais que consideram Gabriel Medina o melhor surfista da atualidade. O mais recente tricampeão mundial, um estrategista fantástico e implacável nas baterias. Considerado favorito em quase todas as etapas do dream tour que usa o slogan OS MELHORES SURFISTAS NAS MELHORES ONDAS. Medina não tem pontos fracos e é capaz de virar baterias de forma mágica e arrasadora, num piscar de olhos. Um ídolo nacional que elevou o status deste esporte no Brasil.

GABRIEL MEDINA EM ESTUDOS DO PROJETO GRÁFICO DA COLEÇÃO DE LIVROS

DIREÇÃO DE ARTE DE FERNANDO MESQUITA

Ítalo Ferreira é outro surfista que merece destaque e idolatria, não só no Brasil, mas pelo mundo afora. Suas performances quando inspirado e certeiro são praticamente imbatíveis. De Baía Formosa, na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, traduz todo potencial dos surfistas nordestinos, um dos grandes celeiros de talentos do surf em nosso país. Além do título da WSL em 2019, Ítalo também foi o protagonista da primeira medalha de ouro para o esporte surf nos Jogos Olímpicos.

MONTAGEM QUE PREPAREI COM IMAGENS DE ÍTALO NO JAPÃO EM 2021

NO MEIO A ESTÁTUA ERGUIDA NO PONTAL DE BAÍA FORMOSA

JUSTA HOMENAGEM

Desde os anos 1970, quando as competições de surf foram estruturadas no Brasil, com festivais maravilhosos em Ubatuba e Saquarema, chegando até as atuais etapas do CT realizadas em Itaúna, com palanques, áreas para atletas e imprensa grandiosas, seguimos uma trajetória estudando os melhores surfistas do planeta, aprendemos o caminho das pedras, dos recifes de coral, dos tubos e hoje podemos nos orgulhar desta Tempestade Brasileira que assola o Circuito Mundial de Surf.


PALANQUE DO PRIMEIRO CAMPEONATO NACIONAL REALIZADO EM SAQUAREMA 1975

REVISTAS COMO O CRUZEIRO, MANCHETE, FATOS & FOTOS DAVAM ESPAÇO AO SURF

EM PRIMEIRO PLANO TOP CARIOCAS COMO BETÃO E MUDINHO

ATRÁS PAULISTAS THYOLA, ROBERTO TEIXEIRA, SIDÃO E BRUZY AO CENTRO

HOJE A GRANDE IMPRENSA ABRE ESPAÇO PARA O ESPORTE QUE TRAZ TÍTULOS

COBERTURA DE RENATO DE ALEXANDRINO PARA O GLOBO

Reparem que na lista dos 8 principais ranqueados na corrida para as 5 vagas no WSL FINALS 2023, metade é do Brasil, após esta etapa de Saquarema - nosso “Maracanã do Surf”. Partindo para a reta final na África do Sul e Tahiti a expectativa é gigante para grandes e boas ondas, com performances de alto nível, não só dos brasileiros como dos desafiantes internacionais. 

A BARRINHA DE SAQUAREMA QUEBROU CLÁSSICA EM 2018

FOTO DE FERNANDO MESQUITA NO FINAL DE TARDE APÓS O EVENTO

Esta fotografia é a página de abertura do capítulo de Saquarema no primeiro volume da coleção de livros. Para quem ainda não adquiriu seu exemplar pesquise na internet, ou navegue pelo site do livro:

www.hsurfbr.com.br

Para finalizar, uma pequena amostra das três páginas duplas de abertura que estarão presentes com imagens de nossos

SURFISTAS  \  PRAIAS  \  CAMPEONATOS

Essas são as apresentadas no VOL. 1. Cada volume trará novas imagens. As legendas falam por si.




Fazendo o download e ampliando será possível ler em um desktop.



quarta-feira, 14 de setembro de 2022

 VOLTANDO ÀS VERNISSAGES


Estarei voltando ao Nordeste do Brasil, especificamente para Baía Formosa, cidade berço de nosso campeão mundial de 2019, Ítalo Ferreira, neste mês de setembro. Fui convidado por Helder Amaral, um dos pioneiros do surf na Paraíba. 
Será a terceira vez que visitarei o município na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Mais uma entre tantas espetaculares regiões costeiras de nosso país.
A primeira vez que estive por lá foi para entrevistar nosso, recém coroado na época, primeiro campeão mundial de surf. Fabinho Gouveia havia acabado de vencer o Mundial da ISA, sagrando-se campeão amador em Porto Rico, no início de 1988.
FOTO QUE FIZ PARA A REVISTA FLUIR

Após regressar do BF SURF MUSIC FESTIVAL farei uma nova postagem, ao estilo de minha última viagem para lá em 2016:

CLIQUEM NO LINK ACIMA PARA UMA
VIAGEM COM LEMBRANÇAS DESTE PARAÍSO

Com essa pandemia baixando a guarda, os eventos de surf devem voltar a pipocar pelas mais diversas praias de nosso vasto litoral. Agora temos grandes campeões mundiais como exemplo e inspiração. Aprendemos o caminho para o topo do ranking. Mais frutos serão colhidos. Basta manter o foco e não esquecer as lições aprendidas.

Diversas histórias interessantes foram postadas neste blog, desde 2012 quando iniciei este projeto. O primeiro volume da coleção de livros A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO pode ser encontrado em diversos sites de vendas pela internet.

MAIS DETALHES: WWW.HSURFBR.COM.BR

sábado, 10 de setembro de 2022

 

O ANO DO HEXA

 ABERTURA DE MAIS UMA FINAL VERDE E AMARELA

 

Neste mês de setembro de 2022 mais um importante capítulo desta grande história do surf brasileiro foi escrito. Filipe Toledo, de Ubatuba, hoje residente na Califórnia, se transformou no quarto surfista brasileiro a se sagrar campeão na elite do esporte dos reis havaianos. No rastro de Gabriel Medina, já tricampeão, Adriano de Souza e Ítalo Ferreira (também campeão olímpico), Filipe conseguiu o sexto título para o Brasil.

 

EM UMA DECISÃO MELHOR DE TRÊS

FILIPE VENCEU DE FORMA INDISCUTÍVEL

 

Foi em um ano de Copa do Mundo (de futebol) que quebramos o longo jejum de vitórias em um circuito criado em 1976, que já teve etapas no Brasil, inclusive com a vitória de nosso saudoso Pepê Lopes no circuito inaugural. O Brasil sediou etapas até 1982 e depois de um hiato de três anos sem campeonatos internacionais aqui, nos privando da visita dos melhores do mundo às nossas ondas, fomos nos afundando nos rankings e depois, com muito esforço, ganhando terreno novamente.

Voltando para essa comparação com o futebol, 2014 foi um dos anos mais tristes para nós, sediamos a Copa e tomamos um memorável (quisera deletável), inesquecível 7 x 1; no final do ano a vitória de Gabriel Medina, em ondas espetaculares no Hawaii, lavou nossa alma e trouxe para o campo de jogo do surf uma tempestade que nunca foi digerida pelas nações hegemônicas do surf: Austrália, Hawaii/EUA. Oito anos depois, ao final deste ano, em meio as areias escaldantes e os suntuosos estádios no Catar, poderemos aquilatar se o Brasil ainda é o país do futebol, ou se transformará no País do Surf. Dos melhores surfista da atualidade – já É!

 

ÍTALO FERREIRA PERFORMANCE ARRASADORA NA CALIFÓRNIA

VICE CAMPEÃO MUNDIAL EM 2022

 

Toda trajetória desta bela história, que nos angaria respeito e reverência hoje em dia, contarei em detalhes na coleção de livros “A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO” que estou produzindo, com pesquisas há mais de dez anos e vivências, como surfista praticante (através de 7 diferentes décadas), apaixonado pelo estilo de vida desde que assisti ao filme Alegria de Verão – Endless Summer no Cine Rio, no Conjunto Nacional na Av. Paulista em 1967 e como atuante jornalista especializado (desde 1986), presenciando centenas de campeonatos, in loco, da primeira até a última bateria e ainda hoje, analisando concentrado em meu posto de trabalho, cada replay em câmera lenta dos webcasts. 

O objetivo, ao completar esta coleção de 5 LIVROS, é deixar um documento relevante e duradouro para a comunidade dos apreciadores do surf.

CONTRACAPA DO VOLUME 1

DISPONÍVEL EM LIVRARIAS E NA INTERNET

 

O segundo volume da obra, um projeto cultural, virá no ano que vem...